Manter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D ajuda a reduzir a perda de massa óssea durante a menopausa, fase em que a queda do estrogênio acelera a fragilidade do esqueleto. Leite, iogurte, queijos, sardinha com espinha, tofu, folhas verde-escuras, ovos e peixes gordos estão entre as principais opções. No entanto, a dieta deve fazer parte de um cuidado mais amplo, pois nem sempre fornece vitamina D suficiente e não substitui exercícios, avaliação médica ou tratamento da osteoporose quando necessário.
Por que a perda óssea acelera na menopausa?
O estrogênio ajuda a equilibrar a renovação do tecido ósseo, reduzindo a retirada excessiva de minerais do esqueleto. Com a chegada da menopausa e a diminuição desse hormônio, a destruição do osso antigo passa a ocorrer mais rapidamente do que a formação de tecido novo, especialmente nos primeiros anos após a última menstruação.
Esse processo aumenta o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas, principalmente quando se soma a sedentarismo, baixo peso, tabagismo, histórico familiar ou uso prolongado de corticoides. Por isso, os cuidados com a alimentação, a musculatura e a saúde óssea devem começar cedo e continuar após a menopausa.
Por que a vitamina D é essencial para aproveitar o cálcio?
A vitamina D aumenta a absorção do cálcio no intestino e ajuda a manter níveis adequados desse mineral para a formação e manutenção dos ossos. Quando está baixa, o organismo pode retirar cálcio do esqueleto para preservar outras funções, favorecendo perda de densidade óssea, fraqueza muscular e maior risco de quedas.
Segundo o estudo The effects of combined calcium and vitamin D supplementation on bone mineral density and fracture risk in postmenopausal women with osteoporosis, revisão sistemática e meta-análise publicada na revista científica BMC Musculoskeletal Disorders, a combinação dos nutrientes pode melhorar alguns indicadores de densidade mineral óssea e corrigir níveis baixos de vitamina D. Entretanto, não houve redução consistente das fraturas clínicas, reforçando que a nutrição não substitui o tratamento individualizado.

Quais alimentos fornecem mais cálcio?
Para aumentar o consumo de alimentos ricos em cálcio, vale combinar fontes animais, vegetais e produtos fortificados:
- Leite e iogurte: oferecem cálcio com boa absorção e proteínas importantes para a manutenção dos músculos e ossos.
- Queijos: são concentrados no mineral, mas as versões mais salgadas e gordurosas devem ser consumidas com moderação.
- Sardinha com espinha: a espinha macia e comestível concentra grande parte do cálcio presente no alimento.
- Tofu preparado com cálcio: pode ser uma alternativa para quem não consome laticínios, mas é importante conferir o rótulo.
- Couve, brócolis e agrião: ajudam a diversificar a alimentação, embora a quantidade e a absorção variem entre os vegetais.
- Bebidas vegetais fortificadas: contribuem quando possuem cálcio adicionado e são agitadas antes do consumo.
Quais alimentos ajudam a aumentar a vitamina D?
As fontes naturais de vitamina D são limitadas, mas algumas opções ajudam a complementar a ingestão:
- Salmão, sardinha, atum e outros peixes gordos: estão entre as principais fontes alimentares naturais da vitamina.
- Gema de ovo: fornece pequenas quantidades e pode complementar uma alimentação variada.
- Leite e bebidas fortificadas: podem oferecer vitamina D adicionada, dependendo da composição de cada produto.
- Iogurtes e cereais enriquecidos: ajudam quando a vitamina foi acrescentada durante a fabricação.
- Cogumelos expostos à luz ultravioleta: fornecem quantidades variáveis conforme o cultivo e o produto.
- Sardinha com espinha: reúne cálcio e vitamina D, tornando-se uma opção prática para proteger os ossos.

Quando a suplementação precisa ser considerada?
Uma alimentação bem planejada pode fornecer boa parte do cálcio necessário, mas a vitamina D aparece naturalmente em poucos alimentos. Por isso, mulheres com pouca exposição solar, osteoporose, idade avançada, obesidade, doenças intestinais, cirurgia bariátrica ou uso de determinados medicamentos podem precisar de exames e suplementação orientada. A necessidade e a dose não são iguais para todas.
O médico ou nutricionista deve avaliar a alimentação, os fatores de risco, o histórico de fraturas e os resultados dos exames. Tomar cálcio ou vitamina D por conta própria pode causar excesso, alterações no sangue e cálculos renais, enquanto mulheres com perda óssea importante podem necessitar de medicamentos específicos, exercícios de força e outras medidas além da suplementação.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico. Mulheres na menopausa devem buscar orientação profissional para definir a necessidade de exames, suplementação e estratégias individualizadas de proteção dos ossos.









