Unhas que lascam, descamam ou quebram com facilidade costumam ser tratadas como simples falta de cuidado, resolvidas com uma base fortalecedora ou um esmalte especial. Na maioria das vezes, a causa está mesmo em hábitos do dia a dia, como o contato frequente com água, produtos de limpeza e removedores de esmalte, que ressecam a estrutura da unha. Porém, quando a fragilidade persiste por semanas mesmo com todos os cuidados externos, o problema pode vir de dentro do organismo, como uma deficiência de ferro ou uma alteração na tireoide. Entender essa diferença ajuda a saber quando o cuidado caseiro basta e quando vale investigar.
Por que as unhas ficam quebradiças?
As unhas são formadas por queratina, uma proteína que depende de boa hidratação e de nutrientes para manter a resistência. Quando essa estrutura perde firmeza, a lâmina fica fina e passa a descamar ou quebrar com facilidade.
Esse enfraquecimento pode ter origem externa, ligada a hábitos e produtos, ou interna, relacionada à alimentação e ao funcionamento do corpo. Identificar de onde vem a fragilidade é o primeiro passo para resolver o problema.
Quais hábitos e produtos enfraquecem as unhas?
Boa parte das unhas frágeis tem causas simples e fáceis de corrigir, ligadas à rotina e aos cosméticos. Os fatores externos mais comuns incluem:
- Contato frequente com água, que remove a hidratação natural da unha;
- Produtos de limpeza, cujos componentes ressecam e irritam a lâmina;
- Uso excessivo de esmaltes, sobretudo os escuros e de longa permanência;
- Removedores com acetona, que enfraquecem as camadas da unha;
- Hábito de roer as unhas ou retirar as cutículas, que danifica a estrutura.
Nesses casos, medidas simples para fortalecer as unhas fracas, como usar luvas e hidratar bem, costumam resolver o problema.

Quando o problema pode ter relação com ferro ou tireoide?
Quando a fragilidade continua mesmo com todos os cuidados, vale olhar para o que acontece dentro do corpo. A falta de ferro é uma das causas mais frequentes e pode deixar as unhas finas, ressecadas e, em casos mais avançados, com formato côncavo.
Já as alterações na tireoide afetam a velocidade de renovação celular, deixando as unhas quebradiças e com crescimento lento. Sinais associados, como cansaço e queda de cabelo, podem indicar tanto a anemia por falta de ferro quanto disfunções hormonais.
Como saber se há uma causa interna?
Os sinais externos sozinhos não confirmam uma deficiência nutricional ou hormonal. Por isso, quando a quebra é persistente ou vem acompanhada de outros sintomas, exames de sangue simples ajudam a esclarecer a causa.
O médico pode solicitar hemograma, ferritina e dosagem dos hormônios da tireoide para investigar. Conhecer os sintomas de hipotireoidismo também ajuda a perceber quando procurar avaliação especializada.
O que a ciência mostra sobre nutrição e unhas?
A ligação entre carências nutricionais e a saúde das unhas tem respaldo científico. Segundo a revisão Nutrition and nail disease, publicada na revista científica Clinics in Dermatology, praticamente toda deficiência nutricional pode afetar o crescimento da unha de alguma forma, sendo o ferro, o zinco e outros minerais elementos importantes para a estrutura da lâmina ungueal. Esse embasamento reforça que unhas persistentemente frágeis merecem investigação além dos cuidados estéticos.
Pequenos cuidados costumam fazer diferença, como evitar o contato prolongado com água e químicos, usar luvas na limpeza e manter uma alimentação variada. Se mesmo assim as unhas continuarem quebrando com frequência por semanas ou houver outros sintomas, o ideal é procurar orientação profissional para identificar a causa e definir o tratamento adequado.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou profissional de saúde qualificado. Em caso de unhas quebradiças persistentes ou sintomas associados, procure orientação médica.









