As ervilhas costumam ser tratadas como um simples acompanhamento, mas esse pequeno grão verde reúne proteínas, fibras e micronutrientes capazes de favorecer a saúde de forma acessível e prática. Baratas, fáceis de encontrar e versáteis na cozinha, elas não fazem milagres sozinhas, porém, quando consumidas com regularidade dentro de uma alimentação equilibrada, oferecem uma contribuição valiosa para o bem-estar. A seguir, você confere cinco motivos para incluir as ervilhas no prato com mais frequência.
Por que as ervilhas são uma boa fonte de proteína?
Antes de detalhar cada benefício, vale conhecer as cinco razões que tornam as ervilhas um alimento que merece espaço na sua rotina:

A proteína é essencial para manter a massa muscular, apoiar o sistema imunológico e prolongar a sensação de saciedade após as refeições. As ervilhas cozidas fornecem cerca de 5 gramas de proteína a cada 100 gramas, enquanto as secas chegam perto de 8 gramas, valor superior ao de muitos vegetais. Essa proteína ainda reúne os nove aminoácidos essenciais que o corpo usa para crescimento e reparo dos tecidos. Para quem busca benefícios das proteínas de origem vegetal, as ervilhas são uma escolha interessante e econômica.
Como as fibras das ervilhas ajudam o intestino?
Muitas pessoas não consomem fibra suficiente, e as ervilhas ajudam a alcançar a recomendação diária. Uma porção de 100 gramas de ervilhas cozidas oferece mais de 6 gramas de fibra, contribuindo para o bom funcionamento do intestino e para uma digestão mais equilibrada.
As ervilhas reúnem tipos de fibra que atuam de maneiras diferentes no organismo:
- Fibra insolúvel, que ajuda a movimentar o alimento pelo sistema digestivo e contribui para prevenir a prisão de ventre;
- Fibra solúvel, que forma um gel no intestino, retarda a digestão e auxilia no controle do açúcar e do colesterol no sangue;
- Fibras prebióticas, que servem de alimento para as bactérias benéficas que habitam o intestino.

Quais vitaminas e minerais as ervilhas oferecem?
Além de proteína e fibra, as ervilhas funcionam como um verdadeiro concentrado de micronutrientes. Elas reúnem vitaminas e minerais que participam de funções importantes em todo o corpo, do transporte de oxigênio à saúde dos ossos.
Entre os principais nutrientes presentes nas ervilhas estão:
- Vitamina C, que atua como antioxidante e fortalece o sistema imunológico;
- Vitamina K, importante para a saúde dos ossos;
- Folato, especialmente relevante durante a gestação;
- Ferro, que participa do transporte de oxigênio e ajuda a prevenir a anemia;
- Potássio e magnésio, minerais que auxiliam no controle da pressão arterial.
As ervilhas ajudam a proteger o coração?
As ervilhas reúnem fibras, potássio e compostos antioxidantes como flavonoides e carotenoides, que juntos favorecem a saúde cardiovascular. As fibras ajudam a reduzir o colesterol considerado ruim, enquanto o potássio contribui para manter a pressão arterial sob controle.
Os antioxidantes presentes nesse grão também combatem o estresse oxidativo, processo associado ao envelhecimento das células e a doenças crônicas. Incluir as ervilhas entre os alimentos bons para o coração é uma forma simples de cuidar do sistema cardiovascular no dia a dia.
O que a ciência diz sobre a proteína da ervilha?
O interesse pela ervilha como fonte de proteína vegetal vem sendo acompanhado por pesquisas que investigam o quanto o corpo realmente aproveita esse nutriente. Um estudo publicado na revista científica Food Science and Biotechnology avaliou como tratamentos como a fermentação podem tornar a proteína da ervilha ainda mais fácil de digerir e absorver.
Segundo o estudo Improved digestibility and bioavailability of pea protein following enzymatic treatment and fermentation by lactic acid bacteria, publicado na Food Science and Biotechnology, a proteína de ervilha modificada apresentou melhora expressiva na digestibilidade e na biodisponibilidade em comparação com a proteína isolada comum. O resultado reforça o potencial das ervilhas como fonte de proteína vegetal de boa qualidade.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista. Consulte sempre um profissional de saúde de confiança para orientação individualizada antes de fazer mudanças na sua alimentação.









