Aquelas veias azuladas e tortuosas que aparecem nas pernas vão muito além de uma questão estética. As varizes são um sinal de que o sistema circulatório está sobrecarregado e podem evoluir para complicações sérias quando não tratadas. Entender como elas se formam, quais sintomas observar e quais tratamentos estão disponíveis é o primeiro passo para recuperar a saúde vascular e o conforto no dia a dia.
O que são varizes e por que elas surgem?
As varizes são veias dilatadas e tortuosas que aparecem com mais frequência nas pernas, resultado da falência das válvulas venosas responsáveis por impulsionar o sangue de volta ao coração. Quando essas válvulas falham, o sangue se acumula nos vasos, aumentando a pressão e provocando a dilatação visível.
Fatores como genética, gravidez, sedentarismo, obesidade, uso prolongado de anticoncepcionais e profissões que exigem longos períodos em pé estão entre as principais causas. Para entender melhor o problema, vale a pena conhecer os tipos de varizes e suas causas, já que mulheres acima dos 30 anos compõem o grupo mais afetado.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas variam conforme o estágio da doença venosa e podem ser confundidos com cansaço comum no início, o que retarda o diagnóstico. Reconhecer os sinais precocemente permite intervir antes de complicações como úlceras venosas e formação de coágulos.
Entre as manifestações mais frequentes estão:

O que diz um estudo científico sobre o tratamento?
A escolha do tratamento adequado depende do grau de comprometimento venoso, e a literatura científica vem comparando diferentes técnicas para identificar quais oferecem melhores resultados a longo prazo. Métodos minimamente invasivos têm ganhado espaço por reduzirem o tempo de recuperação.
Segundo o ensaio clínico randomizado Randomized clinical trial comparing endovenous laser ablation, radiofrequency ablation, foam sclerotherapy and surgical stripping for great saphenous varicose veins, publicado no British Journal of Surgery, técnicas endovenosas como laser e radiofrequência apresentaram taxas de oclusão venosa superiores às da escleroterapia com espuma, com resultados comparáveis à cirurgia tradicional e menor desconforto pós-operatório.

Quais tratamentos clínicos são indicados?
Em casos iniciais, o tratamento conservador costuma ser suficiente para controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. As condutas seguem orientações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular e priorizam mudanças no estilo de vida.
As principais medidas clínicas incluem o uso de meias de compressão graduada, prática regular de exercícios físicos, elevação das pernas ao descansar, controle do peso e medicamentos venotônicos prescritos pelo médico, como a diosmina e a hesperidina, que fortalecem as paredes dos vasos. Existem ainda remédios para varizes em forma de cremes e pomadas que complementam o tratamento.
Quando a escleroterapia ou cirurgia são necessárias?
Quando as medidas conservadoras não controlam os sintomas ou quando as varizes apresentam risco de complicações, procedimentos invasivos passam a ser indicados. A escolha depende do calibre das veias afetadas e da avaliação por ecodoppler venoso.
As principais opções terapêuticas são:
- Escleroterapia com agente líquido ou espuma: indicada para vasinhos e varizes de pequeno e médio calibre
- Laser transdérmico: usado em telangiectasias superficiais
- Ablação endovenosa por laser ou radiofrequência: técnica minimamente invasiva para veias de maior calibre
- Cirurgia convencional com safenectomia: reservada para casos avançados ou quando há insuficiência da veia safena
O acompanhamento com angiologista ou cirurgião vascular é essencial para definir a abordagem mais segura e eficaz. A avaliação individualizada considera idade, histórico clínico e gravidade das varizes, garantindo benefícios duradouros e prevenindo recidivas.
As informações apresentadas neste artigo têm caráter exclusivamente informativo e não substituem a consulta, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado.









