Lisdexanfetamina é um medicamento estimulante estimulante do sistema nervoso central indicado para o tratamento do transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou compulsão alimentar.
Esse medicamento é uma pró-droga, que precisa ser convertido pelo organismo em dextroanfetamina, para ter sua ação no cérebro reduzindo a impulsividade e a hiperatividade.
A lisdexanfetamina pode ser encontrada na forma de cápsulas ou gotas, como genérico ou com os nomes comerciais Venvanse, Lyberdia ou Juneve, e deve ser usada somente com prescrição e acompanhamento médico.
Para que serve
A lisdexanfetamina é indicada para:
- TDAH em crianças acima de 6 anos de idade, adolescentes e adultos;
- Transtorno de compulsão alimentar (TCA) em adultos.
No TDAH, o medicamento pode ajudar a aumentar a atenção e reduzir a impulsividade e a hiperatividade. No transtorno de compulsão alimentar, pode reduzir o número de episódios de compulsão.
O tratamento deve ser feito somente com orientação do psiquiatra, neurologista ou pediatra, e faz parte de um cuidado mais amplo que pode incluir acompanhamento psicológico e outras medidas.
Leia também: Tratamentos para TDAH (medicamentos, psicoterapia e outros) tuasaude.com/tratamento-para-deficit-de-atencao-e-hiperatividadeComo tomar
A lisdexanfetamina deve ser tomada 1 vez por dia, pela manhã, com ou sem alimentos. O uso à tarde deve ser evitado devido ao risco de dificuldade para dormir.
As cápsulas podem ser engolidas inteiras ou abertas, com o conteúdo misturado em iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser consumida imediatamente e não deve ser guardada.
A solução gotas também pode ser adicionada a iogurte, água ou suco de laranja. A mistura deve ser homogeneizada e consumida imediatamente.
Posologia
A dose do dimesilato de lisdexanfetamina deve ser individualizada pelo médico de acordo com a necessidade e a resposta ao medicamento, utilizando-se sempre a menor dose eficaz.
1. Lisdexanfetamina 30 mg
A posologia do dimesilato de lisdexanfetamina 30 mg é de 1 cápsula por dia como dose inicial para o tratamento do TDAH em crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos ou compulsão alimentar em adultos.
Essa dose pode ser ajustada pelo médico com aumentos de 20 mg em intervalos de aproximadamente 1 semana, conforme resposta e tolerância ao tratamento.
2. Lisdexanfetamina 50 mg
A dose do dimesilato de lisdexanfetamina 50 mg é de 1 cápsula por dia, usado como ajuste de dose para TDAH e transtorno alimentar. Esse aumento de dose só deve ser feito com orientação médica.
Em pessoas com insuficiência renal grave, a dose máxima pode ser limitada a 50 mg por dia, conforme avaliação médica.
3. Lisdexanfetamina 70 mg
O dimesilato de lisdexanfetamina 70 mg é a dose máxima recomendada.
A dose é de 1 cápsula de 70 mg por dia para o tratamento da compulsão alimentar em adultos ou TDAH em crianças com mais de 6 anos, adolescentes e adultos.
4. Lisdexanfetamina gotas
A lisdexanfetamina gotas 40 mg/mL é usada por via oral. Cada 1 mL corresponde a cerca de 20 gotas, e cada gota contém 2 mg do medicamento.
A dose inicial é de 15 gotas (30 mg), uma vez ao dia, para TDAH em adultos e crianças a partir de 6 anos ou compulsão alimentar em adultos.
Conforme a resposta ao tratamento, a dose pode ser ajustada pelo médico em aumentos de 10 gotas (20 mg), podendo chegar a 25 gotas (50 mg) ou 35 gotas (70 mg) por dia.
Possíveis efeitos colaterais
Os efeitos colaterais mais comuns da lisdexanfetamina são:
- Redução do apetite e perda de peso;
- Insônia, dor de cabeça e boca seca;
- Dor abdominal, náusea, vômito ou diarreia;
- Ansiedade, irritabilidade, agitação ou tremor;
- Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.
Além disso, também apresenta potencial de uso indevido, abuso, tolerância e dependência, especialmente quando utilizado de forma diferente da prescrita.
Mais raramente, podem ocorrer alterações importantes de humor, sintomas psicóticos, convulsões e problemas cardiovasculares.
Dor no peito, falta de ar, desmaio, convulsão ou alterações importantes de comportamento precisam de avaliação médica urgente.
Lisdexanfetamina emagrece?
A lisdexanfetamina pode reduzir o apetite e causar perda de peso como efeito colateral, mas não é indicada como medicamento para emagrecimento.
O uso com finalidade estética ou para melhorar o desempenho acadêmico ou cognitivo, sem indicação médica, não é recomendado e pode causar riscos à saúde, incluindo problemas cardiovasculares.
Quem não deve usar
A lisdexanfetamina não deve ser usada nas seguintes situações:
- Menores de 6 anos;
- Alergia ou sensibilidade a medicamentos estimulantes;
- Doença cardíaca ou pressão alta moderada a grave;
- Glaucoma ou feocromocitoma;
- Hipertireoidismo ou estados de agitação acentuada;
- Histórico de abuso ou dependência química de drogas.
Pessoas em uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), como fenelzina, selegilina, isocarboxazida, moclobemida ou tranilcipromina, devem aguardar pelo menos 14 dias após a interrupção do IMAO, para iniciar a lisdexanfetamina.
Durante a gravidez e a amamentação, o uso deve ser avaliado individualmente pelo médico. Pessoas com alterações renais também devem informar o profissional, pois pode ser necessário ajustar a dose.
Perguntas frequentes
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Não. O uso sem indicação e sem acompanhamento pode causar insônia, ansiedade, aumento da pressão, dependência e outros riscos.
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A lisdexanfetamina não é um calmante. Em pessoas com TDAH, o controle da desatenção e da impulsividade pode trazer sensação de maior organização e tranquilidade.
Em algumas situações, porém, o medicamento pode causar ansiedade, inquietação ou agitação.
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Sim. A lisdexanfetamina pode causar dependência física e psicológica. Por isso, é um medicamento tarja preta, vendido somente com prescrição e retenção da receita pela farmácia.
O uso inadequado, em doses diferentes das prescritas ou sem indicação, pode aumentar os riscos associados ao medicamento.
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A lisdexanfetamina e a Ritalina (cloridrato de metilfenidato) são medicamentos estimulantes usados no tratamento do TDAH, mas apresentam diferenças na forma como atuam e são metabolizados. A escolha depende da avaliação individual e da indicação terapêutica.
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