Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.
O que você precisa saber?

Leucemia Linfóide Crônica: o que é, sintomas e tratamento

A Leucemia Linfoide Crônica, também conhecida como LLC ou leucemia linfocítica crônica, é um tipo de leucemia caracterizada pelo aumento da quantidade de linfócitos maduros no sangue periférico, além de aumento dos gânglios linfáticos, perda de peso e cansaço excessivo, por exemplo.

A LLC é normalmente diagnosticada a partir dos 65 anos, isso porque a doença possui evolução lenta, sendo os sintomas geralmente percebidos quando a doença já está em uma fase mais avançada. Por causa da demora do aparecimento dos sintomas, a doença é normalmente identificada durante exames de sangue de rotina, principalmente hemograma, em que pode ser identificado o aumento no número de linfócitos.

Linfócitos em um esfregaço sanguíneo
Linfócitos em um esfregaço sanguíneo

Sintomas de LLC

A LLC desenvolve-se ao longo de meses ou anos e, por isso, os sintomas surgem gradualmente, sendo a doença muitas vezes identificada quando já se encontra em uma fase mais avançada. Os sintomas indicativos de LLC são:

  • Aumento dos linfonodos e gânglios linfáticos;
  • Fadiga;
  • Falta de fôlego durante atividade física;
  • Aumento do baço, também chamado de esplenomegalia;
  • Hepatomegalia, que é o aumento do fígado;
  • Infecções recorrentes de pele, urina e pulmões;
  • Perda de peso.

Como a doença não apresenta sintomas em sua fase inicial, a LLC pode ser identificada após a realização de exames de rotina, em que pode ser verificado no hemograma o aumento no número de linfócitos e leucócitos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Leucemia Linfóide Crônica é feito a partir da análise das células sanguíneas através do resultado do hemograma, que é feito a partir da análise de uma amostra de sangue. No hemograma da LLC é possível identificar leucocitose, geralmente acima de 25000 células/mm³ de sangue, e linfocitose persistente, normalmente acima de 5000 linfócitos/mm³ de sangue. Além disso, alguns pacientes apresentam anemia e plaquetopenia, que é a diminuição da quantidade de plaquetas no sangue. Veja quais são os valores de referência do leucograma.

Apesar de serem maduros, os linfócitos presentes no sangue periférico são pequenos e frágeis e, por isso, no momento da confecção do esfregaço sanguíneo podem romper e dar origem a sombras nucleares, também chamadas de sombras de Gumprecht, que também são levadas em consideração para concluir o diagnóstico.

Apesar do hemograma ser suficiente para concluir o diagnóstico de leucemia linfocítica crônica, é necessária a realização de testes de imunofenotipagem para identificar a presença de marcadores que permitem confirmar que se trata de uma leucemia relacionada à proliferação de linfócitos do tipo B e que é crônica. A imunofenotipagem é considerada o padrão ouro de identificação não só da LLC mas também dos outros tipos de leucemia.

Em alguns casos, o médico pode solicitar a realização de um mielograma, que é um exame feito para analisar as células presentes na médula óssea, que no caso da LLC apresenta mais de 30% de linfócitos maduros. Esse exame, porém, não é muito solicitado para diagnosticar a doença, mas sim para verificar a evolução, padrão de infiltração dos linfócitos e para definir o prognóstico. Entenda como é feito o mielograma.

Tratamento da LLC

O tratamento da LLC é feito de acordo com o estágio da doença:

  • Baixo risco: em que são identificados apenas leucocitose e linfocitose, sem qualquer outro sintoma. Assim, o médico acompanha o paciente não sendo necessário realizar o tratamento;
  • Risco intermediário: em que é verificada linfocitose, aumento dos gânglios e hepato ou esplenomegalia, sendo necessário acompanhamento médico para verificar a evolução da doença e tratamento com quimio ou radioterapia;
  • Alto risco: em que são identificados os sintomas característicos da LLC além de anemia e plaquetopenia, devendo o tratamento ser iniciado imediatamente. O tratamento mais recomendado nesse caso é o transplante de medula óssea, sendo também necessário realizar quimio e radioterapia.

Assim que for identificado o aumento na quantidade de linfócitos no sangue periférico, é importante que o médico avalie o estado geral do paciente para que seja confirmado o diagnóstico de LLC e se possa iniciar o tratamento e evitar a progressão da doença.

Tanto a radioterapia quanto a quimioterapia podem ser bastante debilitantes e interferir na qualidade de vida da pessoa. Assim, é interessante ter uma alimentação saudável e equilibrada para garantir a sensação de bem-estar e aliviar os sintomas associados a esses tipos de tratamento. Confira o vídeo a seguir sobre quais os melhores alimentos para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia:

TRATAMENTO do CÂNCER: como aliviar os EFEITOS COLATERAIS

31 mil visualizações

Esta informação foi útil?   
Sim  /  Não

Se ficou com alguma dúvida ou encontrou algum erro escreva aqui para que possamos melhorar o texto. Não lhe iremos responder directamente. Se quiser uma resposta clique em Contato.

Enviar Carregando elementos na página
Mais sobre este assunto:


Publicidade
Carregando
...
Fechar

Pode perguntar

Fechar
É hora de acabar com todas as suas dúvidas!
Erro
Erro
Erro
Marque a caixa de verificação acima.
Enviar Mensagem