Tratamento para leishmaniose: remédios e cuidados

O tratamento para leishmaniose pode variar de acordo com o tipo da doença. No caso da leishmaniose tegumentar, como muitas vezes não são notados sintomas ou é verificada a presença de um pequeno caroço no local da picada do inseto, não é necessário tratamento específico. Porém, caso o caroço aumente de tamanho ou evolua para uma ferida, o médico pode recomendar o uso de anfotericina B para acelerar o tratamento.

Por outro lado, no caso da leishmaniose visceral, como se trata de uma infecção mais grave e que pode trazer complicações para a pessoa, o tratamento é sempre necessário, sendo indicado pelo médico o uso de Anfotericina B ou medicamentos antimoniais pentavalentes, que são mais fortes contra a infecção, mas que também causam mais efeitos colaterais.

Além dos medicamentos para eliminar o protozoário, o tratamento deve envolver o controle de complicações comuns desta doença, como anemia, diarreia, desnutrição, sangramentos e infecções por queda da imunidade, pois são situações que debilitam e podem colocar em risco à vida da pessoa. Conheça mais sobre a leishmaniose.

Tratamento para leishmaniose: remédios e cuidados

Remédios mais utilizados

Os remédios devem ser indicados pelo clínico geral ou infectologista de acordo com o tipo de leishmaniose que a pessoa apresenta. No caso de leishmaniose tegumentar, na maioria dos casos não é necessário qualquer remédio, porém pode ser indicado o uso de anfotericina B.

Porém nos casos em que as feridas aumentam e/ou atingem as mucosas, os remédios indicados para a leishmaniose tegumentar podem ser os mesmos que normalmente são indicados na leishmaniose visceral, também chamada de calazar. Assim, pode ser indicado pelo médico o uso de Compostos Antimoniais Pentavalentes, como o Antimoniato de meglumina e Estibogluconato de sódio, que são a principal opção de tratamento, aplicadas em doses intramusculares ou venosas, por 20 a 30 dias. S

Em poucos casos, estes medicamentos podem causar efeitos colaterais, como arritmias, dores no corpo e falta de apetite, e são contra-indicados em pessoas com insuficiência renal ou hepática, em mulheres grávidas nos dois primeiros trimestres da gestação e nos casos que apresentam sinais de alterações no eletrocardiograma, conhecidos como aumento do intervalo QT.

Outras opções alternativas em casos de falta ou contraindicações a estes remédios são Pentamidinas e os imunomoduladores, como interferon gama e GM-CSF, além de Miltefosina, que é um medicamento oral que também pode ser utilizado no tratamento da leishmaniose.

Cuidados durante o tratamento

Antes de iniciar o tratamento alguns cuidados devem ser observados, entre eles a avaliação e estabilização das condições clínicas causadas pela doença, como curativos ou transfusões para controles de sangramentos, reposição de ferro e vitaminas ou, se necessário, transfusão de sangue, para ajudar na recuperação da anemia, dieta com proteínas e calorias para a melhora da desnutrição e uso de antibióticos para tratamentos de infecções. 

O tratamento pode ser feito em casa, desde que a pessoa tenha condições de receber os cuidados necessários neste local e que consiga se deslocar ao hospital para receber as medicações e para as reavaliações médicas. Além disso, a internação hospitalar deve ser recomendada sempre que houver:

  • Anemia grave, com hemoglobina menor que 5 g/dL;
  • Diarreia grave ou prolongada;
  • Desnutrição grave;
  • Presença de sangramentos;
  • Inchaço generalizado;
  • Presença de outras doenças associadas, como hipertensão arterial, cardiopatia, nefropatia ou hepatopatia;
  • Crianças menores que 6 meses ou idosos com idade maior que 65 anos;
  • Quando a doença retorna após terminado o tratamento ou não há resposta ao tratamento.

Além disso, após finalizado o tratamento, a pessoa deve ser acompanhada em consultas pelo médico após 3, 6 e 12 meses e, se permanecer estável na última avaliação, o paciente é considerado curado.

Sinais de melhora e piora

Os sinais de melhora podem surgir após a 1ª semana após o início do tratamento e são caracterizados pela diminuição da febre, redução da barriga inchada, ganho de peso e recuperação da disposição.

Por outro lado, quando o tratamento não é iniciado rapidamente ou não é feito de acordo com a orientação médica, é possível que surjam sinais e sintomas de piora, que incluem aumento ou re-surgimento da febre, perda de peso, fraqueza constante, infecções virais e bacterianas pelo corpo e sangramentos.

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Bibliografia

  • NEVES, David P. Parasitologia Humana. 12 ed. Atheneu, 77-78.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Leishmaniose Visceral: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/leishmaniose-visceral>. Acesso em 30 Mai 2019
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