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Laqueadura: o que é, vantagens, desvantagens e recuperação

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
janeiro 2023
  1. Indicações
  2. Como é feita
  3. Vantagens e desvantagens
  4. Recuperação
  5. Complicações

A laqueadura é uma cirurgia de esterilização feminina definitiva indicada para mulheres com mais de 21 anos ou que tenham pelo menos dois filhos vivos, além de poder ser indicada nos casos em que uma gravidez pode colocar a mulher em risco, como doenças cardíacas, renais ou pulmonares graves, pressão arterial muito alta ou diabetes grave, por exemplo.

Essa cirurgia, também conhecida como ligadura de trompas, consiste em cortar, amarrar ou colocar um anel nas trompas de Falópio, interrompendo assim a comunicação entre o ovário e o útero, o que impede que o esperma chegue até o óvulo e ocorra fecundação, prevenindo permanentemente a gravidez.

A laqueadura é realizada pelo ginecologista, sendo disponibilizada pelo SUS, como forma de planejamento familiar, e normalmente não é reversível, no entanto, dependendo do tipo de técnica realizada, pode haver uma pequena chance de engravidar novamente. Assim, o tipo de laqueadura deve ser discutido com o ginecologista para encontrar a melhor solução para a mulher, bem como outras opções contraceptivas. Conheça mais sobre os métodos contraceptivos

Imagem ilustrativa número 1

Quem pode fazer

De acordo com a lei de planejamento familiar [1,2,3], a laqueadura pode ser indicada para:

  • Mulheres com mais de 21 anos ou que tenham pelo menos dois filhos vivos e que não desejam engravidar mais;
  • Situações em que uma gravidez pode causar sérios riscos para a mulher ou para o bebê, como possuir doenças cardíacas, pulmonares ou renais graves, problemas de RH negativo, pressão arterial muito alta, ou diabetes grave, especialmente em mulheres que já tiveram muitos filhos, por exemplo;
  • Mulheres que realizaram duas ou mais cesáreas, ou que apresentam algum risco à vida se engravidar novamente, podendo nesses casos, ser feita durante o parto cesáreo.

É importante ressaltar, que apesar de terem condições em que a laqueadura possa ser recomendada pelo ginecologista, a decisão de fazer a cirurgia é da mulher, e por isso, deve-se discutir com o médico as vantagens, desvantagens, possibilidade de falha, e possíveis complicações da cirurgia.

Como é feita

A laqueadura é um procedimento cirúrgico simples, realizado pelo ginecologista, e que dura cerca de 40 minutos a 1 hora, que pode ser feito durante a cesárea, evitando ter que fazer uma nova cirurgia, ou pode ser feito por videolaparoscopia, sendo um procedimento menos invasivo. Entenda como é feita a videolaparoscopia.  

Para realizar a laqueadura, o médico deve seguir alguns passos:

  1. Aplicar anestesia geral;
  2. Fazer um pequeno corte na região próxima ao umbigo para inflar gás e depois inserir o laparoscópio, que é uma microcâmera que permite ao médico visualizar as trompas e as estruturas pélvicas;
  3. Fazer um corte na região do abdômen para inserir os instrumentos para realizar a laqueadura;
  4. Realizar a técnica de laqueadura através de um corte nas trompas e em seguida amarrar as suas extremidades, colocar de um anel ou clipes de titânio nas trompas, fazer uma cauterização das tubas uterinas ou remover as trompas;
  5. Retirar os instrumentos utilizados e fechar os cortes abdominais.

A laqueadura tem como objetivo evitar o contato do óvulo com o espermatozoide, que acontece nas trompas, evitando, assim, a fecundação e gravidez.

Vantagens e desvantagens da laqueadura

A laqueadura das trompas possui algumas vantagens e desvantagens, que são:

Vantagens da laqueaduraDesvantagens da laqueadura
  • Método contraceptivo permanente e eficaz;
  • Previne a gravidez imediatamente após sua realização;
  • Rápida recuperação;
  • Não existem efeitos colaterais a longo prazo;
  • Não interfere no ciclo menstrual;
  • Não afeta ou interfere na produção hormonal;
  • Não interfere na libido;
  • Não interfere na amamentação quando é realizada após o parto;
  • Reduz o risco de câncer de ovário.
  • Método difícil de reverter;
  • Possibilidade de arrependimento após a cirurgia, especialmente no caso da mulher desejar ter filho novamente;
  • Possibilidade de falha da cirurgia;
  • Aumento do risco de gravidez tubária ou ectópica;
  • Risco de hemorragias, ou danos do intestino, bexiga ou vasos sanguíneos durante a cirurgia;
  • Risco de cólicas intensas ou dor pélvica durante a menstruação;
  • Risco de efeitos colaterais da anestesia.

Além disso, uma das vantagens da laqueadura é que não é necessário utilizar outros métodos contraceptivos, evitando esquecimentos ou falhas, no entanto, tem a desvantagem de não prevenir contra infecções sexualmente transmissíveis (IST's), como gonorréia, clamídia, sífilis ou HIV. Confira as principais IST's na mulher.

É possível engravidar após a laqueadura?

A laqueadura tubária tem uma eficácia de cerca de 99 %, ou seja, a cada 100 mulheres que realizam o procedimento, 1 engravida, o que pode estar relacionando com o tipo de laqueadura realizada, estando principalmente relacionada com a laqueadura que envolve a colocação de anéis ou clipes na trompa.

Como é a recuperação

Após a laqueadura, é importante que a mulher tenha alguns cuidados para que sejam evitadas complicações e, para isso, é recomendado evitar ter contato íntimo, realizar tarefas pesadas, como limpar a casa, ou praticar atividade física, por exemplo.

Além disso, durante o período de recuperação, é importante que a mulher fique em repouso e tenha uma alimentação saudável que ajude na cicatrização, assim como realizar caminhadas leves, de acordo com a orientação do médico, para favorecer a circulação sanguínea e promover recuperação mais rápida.

No entanto, caso exista algum sangramento anormal ou dor excessiva, é importante comunicar o ginecologista para que seja feita uma avaliação e iniciado tratamento, caso haja necessidade.

Possíveis complicações

A laqueadura é considerada um procedimento seguro, no entanto, assim como outras cirurgias pode ter riscos, como hemorragia, infecção ou lesões em outros órgãos internos, por exemplo.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2023. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO. LEI Nº 14.443, DE 2 DE SETEMBRO DE 2022. 2022. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.443-de-2-de-setembro-de-2022-426936016>. Acesso em 17 jan 2023
  • SUNG, S.; ABRAMOVITZ, A. IN: STATPEARLS [INTERNET]. TREASURE ISLAND (FL): STATPEARLS PUBLISHIN. Tubal Ligation. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK549873/>. Acesso em 17 jan 2023
Mostrar bibliografia completa
  • American College of Obstetricians and Gynecologists' Committee on Practice Bulletins—Gynecology. ACOG Practice Bulletin No. 208: Benefits and Risks of Sterilization. Obstet Gynecol. 133. 3; e194-e207, 2019
  • American College of Obstetricians and Gynecologists' Committee. ACOG Committee Opinion No. 774: Opportunistic Salpingectomy as a Strategy for Epithelial Ovarian Cancer Prevention. Obstet Gynecol. 133. 4; e279-e284, 2019
  • PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - CASA CIVIL - SUBCHEFIA PARA ASSUNTOS JURÍDICOS. Lei nº 9.263/96 (Regulamentação do planejamento familiar). 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm>. Acesso em 19 jan 2022
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL. Laqueadura. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/10006001852.pdf>. Acesso em 19 jan 2022
  • DIREÇÃO GERAL DE SAÚDE - LISBOA. Saúde Reprodutiva - Planeamento Familiar. 2008. . Acesso em 30 abr 2019
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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