9 efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

dezembro 2021

A pílula do dia seguinte serve para impedir uma gravidez indesejada, sendo considerada um anticoncepcional de emergência, e não deve ser tomada como anticoncepcional de uso diário. Esta pílula pode causar alguns efeitos colaterais, como atraso na menstruação ou tontura, e geralmente duram alguns dias e variam de mulher para mulher.

Os principais efeitos colaterais que a pílula contraceptiva de emergência pode provocar são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Dor na barriga ou na parte inferior do abdômen;
  • Cansaço excessivo;
  • Dor de cabeça;
  • Sensibilidade nas mamas;
  • Diarreia;
  • Tontura ou vertigem;
  • Menstruação irregular, podendo adiantar ou atrasar o sangramento.

Além disso, embora sejam mais raros, outros efeitos colaterais podem surgir como urticária, coceira, inchaço no rosto, dor pélvica, menstruação dolorosa ou formação de pequenas bolhas na pele.

Os efeitos colaterais podem surgir tanto na pílula de levonorgestrel de dose única, com um comprimido de 1,5 mg, como na dividida em duas doses, com dois comprimidos de 0,75 mg, ou na pílula de emergência contendo acetato de ulipristal.

Veja como tomar e como funciona a pílula do dia seguinte e como fica a menstruação depois de tomar este contraceptivo de emergência.

O que fazer

Alguns efeitos colaterais podem ser tratados, ou mesmo evitados, da seguinte forma:

1. Náuseas e vômitos

É recomendado alimentar-se logo depois de ingerir a pílula, de forma a reduzir as náuseas. Caso os enjoos surjam, pode-se tomar um remédio caseiro, como um chá de gengibre ou um chá de cravo-da-Índia com canela ou usar medicamentos antieméticos. Veja quais os remédios de farmácia que pode tomar.

Se ocorrer vômito até 1 ou 2 horas após a ingestão da pílula do dia seguinte, é recomendado repetir a dose.

2. Dor de cabeça e dor abdominal

Caso a mulher sinta dor de cabeça ou dor abdominal, pode-se tomar um analgésico, como o paracetamol ou a dipirona, por exemplo. Se não quiser tomar mais remédios, siga estes 5 passos para aliviar a dor de cabeça.

3. Sensibilidade nos seios

Para aliviar a dor nos seios, podem-se colocar compressas mornas, assim como tomar um banho com água morna e massagear a região com um creme hidratante ou óleo. 

4. Diarreia

Em caso de diarreia, deve-se beber muitos líquidos, evitar alimentos gordurosos, ovos, leite e bebidas alcoólicas e tomar chá preto, chá de camomila ou de folhas de goiabeira. Saiba mais sobre o tratamento da diarreia.

Se a diarréia ocorrer até 1 ou 2 horas após a ingestão da pílula do dia seguinte, é recomendado repetir a dose.

Quem não pode tomar

A pílula do dia seguinte não deve ser utilizada durante a amamentação, gravidez ou se a mulher for alérgica a algum dos componentes do medicamento. Além disso, não deve ser usada por homens, ou por mulheres com doenças graves no fígado, que sofrem de inflamação nas trompas de falópio (salpingite), ou que têm histórico de gravidez ectópica.

Além disso, é recomendado consultar o ginecologista antes de usar a pílula nos casos de pressão alta, problemas cardiovasculares, obesidade mórbida ou em caso de sangramento genital anormal ou de origem desconhecida.

A pílula do dia seguinte também deve ser evitada por mulheres com doenças do intestino, como a doença de Cronh, por exemplo, pois a pílula não é absorvida de forma adequada.

Dúvidas comuns

Algumas dúvidas comuns sobre a pílula do dia seguinte são:

1. Quantas vezes a pílula do dia seguinte pode ser utilizada?

A pílula do dia seguinte só deve ser usada esporadicamente porque tem uma dose hormonal muito alta. Além disso, se a mulher tomar a pílula do dia seguinte mais de uma vez por mês, a pílula pode perder o efeito. Portanto, esse medicamento está indicado apenas em situações de emergência e não como um método contraceptivo frequente.

2. A pílula do dia seguinte pode causar alterações na menstruação?

Sim, embora de forma geral, a maioria das mulheres que usam a pílula do dia seguinte tenha pouca ou nenhuma alteração significativa no ciclo menstrual. No entanto, pode demorar cerca de 5 a 7 dias, porém, é importante ressaltar que o uso repetitivo ou frequente da pílula do dia seguinte pode acentuar os distúrbios menstruais e dificultar o reconhecimento das fases do ciclo menstrual e dos dias férteis.

Além disso, também é importante ressaltar que não ocorre sangramento imediatamente após a ingestão da pílula do dia seguinte.

3. Se a pílula do dia seguinte for tomada acidentalmente durante a gravidez, há algum risco para o feto?

Não existem registros de que a pílula do dia seguinte cause efeitos teratogênicos, ou seja, que afete o desenvolvimento e o crescimento do feto, se ingerida durante o primeiro trimestre da gravidez.

O mesmo acontece se a pílula do dia seguinte falhar e ocorrer uma gravidez, já que sua ingestão foi realizada muito antes do início do desenvolvimento do feto, fase em que o embrião fica mais vulnerável.

4. É possível engravidar mesmo tomando a pílula do dia seguinte?

Sim. Embora seja uma chance muito reduzida, é possível engravidar mesmo tomando a pílula do dia seguinte, especialmente se:

  • A pílula contendo levonorgestrel não for tomada nas primeiras 72 horas após o contato íntimo desprotegido, ou a pílula contendo acetato de ulipristal não for tomada até um máximo de 120 horas;
  • A mulher estiver tomando antibiótico ou outros remédios que diminuem o efeito da pílula. Saiba quais os antibióticos que cortam o efeito da pílula;
  • Surgirem vômitos ou diarreia até 4 horas após a toma da pílula;
  • Já tiver ocorrido ovulação;
  • Já se tomou a pílula do dia seguinte várias vezes no mesmo mês.

Em caso de vômitos ou diarreia nas 4 horas após a toma da pílula, a mulher deve consultar o médico ou farmacêutico porque pode ser necessário tomar nova dose da pílula para ela fazer efeito.

É importante ter em atenção que a anticoncepção oral de emergência não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em dezembro de 2021.

Bibliografia

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL. ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE. 2005. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno3_saude_mulher.pdf>. Acesso em 22 dez 2021
  • AGENCIA ESPAÑOLA DE MEDICAMENTOS Y PRODUCTOS SANITARIOS. Ficha técnica Postinor 1,5 mg comprimido. Disponível em: <https://cima.aemps.es/cima/dochtml/ft/67515/FT_67515.html>. Acesso em 23 set 2021
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.