Doença da vaca louca: o que é, sintomas e transmissão

A doença da vaca louca, cientificamente chamada de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), é uma doença rara causada por príons que afeta o sistema nervoso de bovinos.

Nas pessoas, o contato com o príon responsável pela forma clássica da EEB, principalmente pode meio do consumo de carne ou outros produtos bovinos contaminados, pode causar a variante da doença de Creutzfeldt-Jakon (vDCJ). Essa doença provoca danos progressivos no sistema nervoso e pode causar sintomas como ansiedade, depressão, alterações na sensibilidade, confusão mental, perda da coordenação e dificuldade para caminhar.

Leia também: Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/doenca-de-creutzfeldt-jakob

A vDCJ é extremamente rara, no entanto, em caso de suspeita, é recomendado consultar o neurologista para que seja feita a avaliação dos sintomas e exames de sangue e de imagem para verificar a causa das alterações neurológicas.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de doença da vaca louca em humanos

Os principais sintomas da doença da vaca louca em humanos (variante da doença de Creutzfeldt-Jakob) são:

  • Perda de memória;
  • Dificuldade para falar ou pensar;
  • Perda da capacidade para fazer movimentos coordenados;
  • Dificuldade para caminhar;
  • Tremores constantes;
  • Visão turva;
  • Insônia;
  • Ansiedade e depressão.

Com a progressão da doença, a pessoa também pode apresentar irritabilidade, alucinações, dificuldades para engolir e cegueira.

Geralmente as pessoas levam muito tempo para ficarem doentes, apresentando os sintomas somente cerca de 10 anos ou mais após a contaminação.

Doença da vaca louca e doença de Creutzfeldt-Jakob são a mesma coisa?

Não. Apesar de serem frequentemente usados como sinônimos, a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) e a doença de Creutzfeldt-Jakob clássica (DCJ) são doenças diferentes.

A vDCJ está relacionada à exposição ao príon da encefalopatia espongiforme bovina clássica, conhecida como doença da vaca louca, e costuma afetar pessoas mais jovens. Geralmente começa com alterações psiquiátricas ou da sensibilidade, como ansiedade, depressão, isolamento social, dor, formigamento ou sensação de queimação.

Já a DCJ clássica não está relacionada ao consumo de carne bovina contaminada. Na maioria dos casos, surge espontaneamente, principalmente em pessoas mais velhas, e tende a começar com perda rápida das capacidades mentais e outros sintomas neurológicos.

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Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da doença da vaca louca em humanos é feito pelo neurologista com base nos sintomas apresentados, principalmente quando existem mais casos suspeitos na região da pessoa.

Marque uma consulta com o especialista mais perto de você, se deseja confirmar o risco de doença da vaca louca:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Além disso, o médico também pode avaliar alterações específicas no cérebro que podem ser indicativas dessa doença, como o sinal pulvinar.

O diagnóstico pode também incluir a realização de eletroencefalograma, ressonância magnética, a análise do líquido cefalorraquidiano, o teste de príons e exames genéticos.

No entanto, na maioria dos casos, a doença só é confirmada após realização de biópsia do cérebro.

Como acontece a transmissão

A principal forma de transmissão da doença da vaca louca em humanos é por meio do consumo de carne bovina contaminada por príons.

Outras possíveis formas de transmissão da doença são:

  • Transplante de córnea ou pele contaminada;
  • Uso de instrumentos contaminados em procedimentos cirúrgicos;
  • Implante inadequado de eletrodos cerebrais;
  • Injeções de hormônios de crescimento contaminados.

Entretanto, estas outras formas de transmissão da doença são muito raras, pois as técnicas modernas reduzem muito o risco de usar tecidos ou materiais contaminados.

Não existem evidências científicas de que a doença da vaca louca possa ser transmitida pelo ar ou ainda pelo uso da mesma roupa, mesmos copos e utensílios de cozinha ou contato íntimo com as pessoas contaminadas.

Possíveis complicações

O desenvolvimento da doença da vaca louca em humanos é rápido. Conforme os danos no cérebro aumentam, a pessoa pode apresentar cada vez mais dificuldade para caminhar, falar, engolir, se alimentar e realizar atividades do dia a dia.

Após o início dos sintomas, a doença pode evoluir por cerca de 1 a 2 anos.

Como é feito o tratamento

Até o momento, não existe tratamento específico ou cura para essa doença em humanos. É importante que a pessoa seja acompanhada por um médico para que sejam indicadas medidas que ajudem a manter o bem-estar geral e a aliviar os sintomas, como dor, ansiedade, depressão, rigidez muscular e movimentos involuntários.

A terapia nutricional também pode ser indicada, principalmente quando a pessoa possui dificuldade para engolir ou comer.

A psicoterapia e o suporte emocional podem ajudar a pessoa e a família a lidar melhor com o diagnóstico e as mudanças causadas pela doença. Nos casos mais avançados, a pessoa pode precisar de cuidados de enfermagem, em que um profissional ajuda na alimentação, higiene e atividades diárias.