Diabetes descompensada: o que é, sintomas e o que fazer

Outubro 2021

A diabetes descompensada ou descontrolada é uma complicação da diabetes que acontece quando os níveis de glicose circulantes permanecem elevados, sendo mais frequente de acontecer nas pessoas que não fazem o tratamento de acordo com a indicação médica.

A diabetes descompensada é um situação silenciosa, de forma que os sintomas só surgem quando a glicemia já está muito elevada, podendo haver vontade frequente para urinar, sede excessiva, aumento do apetite e perda de peso. Na presença desses sinais e sintomas, é fundamental que o médico seja consultado para que sejam iniciado o tratamento mais adequado para prevenir as complicações.

É possível evitar a diabetes descompensada através da realização do tratamento indicado pelo médico, em conjunto com uma alimentação saudável e rica em fibras e prática de atividade física de forma regular. Além disso, é fundamental que os níveis de glicose sejam medidos regularmente com o auxílio de um glicosímetro, assim é possível monitorar os níveis de glicose ao longo do dia.

Diabetes descompensada: o que é, sintomas e o que fazer

Sintomas de diabetes descompensada

Inicialmente não existem sinais e sintomas de diabetes descompensada, no entanto, à medida que os níveis de glicose permanecem elevados ao longo do tempo, é possível que surjam alguns sintomas, sendo os principais:

  • Vontade frequente para urinar;
  • Sede excessiva;
  • Perda de peso, apesar do aumento do apetite;
  • Náuseas;
  • Cansaço e sonolência excessivos;
  • Tontura;
  • Perda dos dentes;
  • Alteração no funcionamento dos rins;

Além disso, a diabetes descompensada pode aumentar o risco da pessoa desenvolver problemas de visão, podendo evoluir para cegueira parcial ou total, e entrar em um quadro conhecido como cetoacidose diabética, em que há diminuição do pH sanguíneo, favorecendo a ocorrência de edema cerebral, coma e, em alguns caso, óbito. Conheça mais sobre a cetoacidose diabética.

O que fazer

Na presença de sinais e sintomas indicativos de diabetes descompensada, é importante que a pessoa seja encaminhada para o hospital para que seja realizada a avaliação dos níveis de glicose e a dosagem da hemoglobina glicada, que indica a média da glicemia durante os 3 meses anteriores à coleta de sangue.

Na maioria dos casos, quando é confirmada a descompensação da doença, a pessoa permanece no hospital para que seja iniciado o tratamento mais adequado para controlar os níveis de glicose e para que seja monitorada com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de complicações.

Como evitar

A melhor forma de prevenir a diabetes descompensada é seguindo as orientações do médico, que normalmente indica o uso de medicamentos antidiabéticos, como Glibenclamida ou Metformina, por exemplo, ou injeção de insulina sintética.

Além do uso dos medicamentos, é importante que a pessoa siga uma alimentação adequada, que deve ser recomendada por um nutricionista de acordo com as características clínicas da pessoa, idade, estilo de vida e risco de complicações. De forma geral, a alimentação para diabetes deve ser pobre em carboidratos simples e rica em alimentos fonte de fibras. Veja mais detalhes da dieta para diabetes.

É indicado também que a atividade física seja praticada de forma regular, pois assim é possível que o açúcar que está circulando no sangue seja utilizado como fonte de energia.

É fundamental também que seja feita a medição dos níveis de glicose ao longo do dia com um glicosímetro, principalmente em jejum, logo ao acordar, e após as refeições, assim é possível verificar se há sinais indicativos de descompensação. Saiba como medir a glicose corretamente com o glicosímetro.

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Bibliografia

  • SOCIEDADE BRASILIERA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. 2019. Disponível em: <http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf>. Acesso em 18 Out 2021
  • BELLO, Carlos T.; DUARTE, João S.; VASCONCELOS, Carlos. Decompensated Diabetes Mellitus: Beyond Therapy NonCompliance and Disease Progression. Revista Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Vol 14. 1 ed; 102-105, 2019
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