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Como tratar a doença de mormo em humanos

A doença de Mormo, frequente em animais como cavalos, mulas e burros, pode contaminar os humanos, provocando dificuldade para respirar, dor no peito, pneumonia, derrame pleural e também formando feridas na pele e mucosas.

O ser humano pode ser infectado com a bactéria B. Mallei, que causa a doença, através da inalação ou contato com as secreções de um animal contaminado, que podem estar presentes no bebedouro, arreios e ferramentas do animal, por exemplo.

Tratamento para doença de Mormo

O tratamento para doença de mormo, também conhecida por Lamparão, é feito com internamento hospitalar com o uso de uma combinação de antibióticos durante alguns dias. Durante o internamento deve-se realizar exames de sangue e radiografias para observar a evolução da doença e adotar tratamentos específicos para os órgãos que possam ser afetados.

Dependendo do estado em que o paciente chega ao hospital pode ser necessário oferecer oxigênio através de uma máscara ou colocá-lo para respirar com ajuda de aparelhos.

Complicações da doença de mormo

As complicações da doença de mormo podem surgir quando seu tratamento não é realizado logo que surjam os sintomas e podem ser grave com envolvimento pulmonar e disseminação da bactéria pelo sangue, havendo septicemia. Nesse caso pode haver febre, arrepios, dor nos músculos, além de dor no peito e dificuldade para respirar e sinais de comprometimento do fígado e outros órgãos como pele e olhos amarelados, dor abdominal e taquicardia, podendo haver falência múltipla dos órgãos e morte.

Sintomas da doença de Mormo

Inicialmente os sintomas da doença de Mormo no ser humano podem ser inespecíficos causando enjôo, tontura, dor nos músculos, forte dor de cabeça e perda do apetite, até que surgem:

  • Suor noturno, mal-estar geral;
  • Feridas arredondadas de aproximadamente 1 cm na pele ou nas mucosas, que inicialmente parece uma bolha, mas que aos poucos se torna uma úlcera;
  • A face, principalmente o nariz, podem ficar inchados, dificultando a passagem do ar;
  • Secreção nasal com pus;
  • Gânglios linfáticos doloridos, ínguas;
  • Sinais gastrointestinais como diarreia forte.

Pulmões, fígado e baço geralmente são afetados mas a bactéria pode afetar qualquer órgão e até mesmo os músculos.

O período de incubação pode chegar a 14 dias, mas geralmente os sintomas aparecem num prazo de 5 dias, embora os casos crônicos possam levar meses para se manifestar.

O diagnóstico da doença de mormo em humano pode ser feito através da cultura de B. mallei nas lesões, exame de sangue ou PCR. O teste da maleína apesar de ser indicado para os animais, não é utilizado em seres humanos. O raio-x do pulmão é indicado para avaliar o comprometimento deste órgão mas não serve para confirmar o diagnóstico da doença de mormo.

Como evitar a doença de Mormo

Para prevenção da doença de Mormo é recomendado usar luvas e botas ao lidar com animais que possam estar contaminados porque nenhuma vacina está disponível. Os sintomas visíveis que ajudam a identificar a doença nos animais são a secreção nasal, febre e feridas pelo corpo do animal, mas um exame de sangue pode confirmar que o animal está contaminado e deve ser abatido.

A transmissão de uma pessoa para outra é rara e não há necessidade de isolamento, embora as visitas no hospital sejam restritas para permitir o descanso e recuperação do paciente. O contato sexual e a amamentação não devem ser estimulados durante a vigência da doença.

Doença de Mormo pode ser crônica

A doença de Mormo pode ser crônica, que é uma forma mais branda da doença, nesse caso, os sintomas são leves, semelhantes a uma gripe e podem surgir lesões na pele, em forma de úlcera espalhadas pelo corpo, que surgem de tempos em tempos, havendo emagrecimento e ínguas inchadas e doloridas. Há relatos de que a doença possa durar cerca de 25 anos.

No entanto, quando os sintomas aparecem de repente e são muito intensos, a doença de mormo é classificada como aguda e é grave, necessitando de atendimento médico imediato pois é potencialmente fatal.

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