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O que você precisa saber?

Cirrose Biliar

Cirrose biliar é uma doença caracterizada pela destruição dos canais biliares dentro do fígado. No início da doença ocorre uma inflamação dos canais biliares, impedindo a saída da bílis e com o passar do tempo, a inflamação do fígado aumenta, levando a destruição de todo o órgão.

Esta é uma doença que pode acontecer em homens e mulheres de todas as idades, sendo mais frequente nas mulheres entre os 35 e os 60 anos de idade. 

Sintomas da cirrose biliar

Os sintomas da cirrose biliar podem ser:

  • Coceira na pele, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, piorando ao fim da tarde e melhorando no verão;
  • Dor no corpo e articulações;
  • Á palpação, nota-se aumento do tamanho e dureza do fígado e baço;
  • Cansaço;
  • Engrossamento da extremidade dos dedos;
  • Tonturas, pressão baixa ao levantar-se rapidamente e insônia;
  • Aumento da pigmentação da pele;
  • Presença de pequenos depósitos amarelados na pele ou nas pálpebras;
  • Lesões cutâneas próprias do ato de coçar;
  • Nos estágios mais avançados: Icterícia, perda de peso, desnutrição, osteoporose, diarreia com excesso de gordura nas fezes, deficiência de vitaminas, aumento do colesterol, cegueira, ascite e varizes esofago-gástricas.

Estes sintomas podem passar despercebidos por anos ou mesmo décadas. Na prática, essas pessoas só descobrem a doença quando vão fazer exames de rotina ou detectam anormalidades nos exames de sangue.

Causas da cirrose biliar

A causa da cirrose biliar é desconhecida, mas está frequentemente associada às pessoas portadoras de doenças auto-imunes, como artrite reumatoide,  esclerodermia,  Síndrome de Sjögren, alergia ao glúten e alguns tipos de hipotireoidismo.

Tratamento para cirrose biliar

O tratamento para cirrose biliar numa fase inicial é direcionado para aliviar os sintomas, principalmente a coceira, através do uso de colestiramina.  Para a má absorção de gorduras, vitaminas e prevenção de osteoporose precoce, é habitual o uso de suplementos de cálcio e vitaminas A, D e K. A toma do Ácido Ursodeoxicólico é o tratamento de escolha para a cirrose biliar e deve ser iniciado o mais precocemente possível pois irá reduzir a velocidade de evolução da doença, evitando a ocorrência de cirrose e suas complicações. O transplante do fígado é o tratamento mais indicado para quem entra na fase terminal com muitas complicações e poderá ser o único tratamento que cura eficazmente a doença.

Cirrose biliar primária

A cirrose biliar primária é uma doença que afeta principalmente os ductos biliares de tamanho médio dentro do fígado, caracterizado por destruição, cicatrização e eventual desenvolvimento de cirrose e insuficiência do fígado. Uma vez que a cirrose se desenvolve depois de muitos anos, o nome da doença é um pouco enganoso para pessoas diagnosticadas precocemente em um estágio pré-cirrótico.

A progressão da cirrose biliar primária é bastante variável, pois numa fase inicial, pode não afetar a qualidade de vida, tendo um bom prognóstico, exceto nos casos onde ocorra uma concentração crescente de bilirrubina no sangue (icterícia) ou  doença óssea metabólica como a osteoporose.

Cirrose biliar secundária

A cirrose biliar secundária é caracterizada por uma obstrução prolongada da árvore biliar, resultando em alterações profundas no fígado. A causa mais comum nos adultos são os cálculos de vesícula, tumores e estreitamento anormal de vasos sanguíneos resultantes de cirurgias anteriores. A inflamação secundária causada pela obstrução biliar inicia uma fibrose, seguida por cicatrização do fígado e formação de nódulos, gerando cirrose biliar secundária.

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