Os calos são uma área mais grossa, rígida e espessa na camada externa da pele, que surge devido a uma produção excessiva de queratina nesse local, e que é resultado de atrito e pressão constantes.
As regiões mais frequentes para o surgimento de calos são os pés e as mãos, principalmente na pele que fica sobre uma saliência óssea, como calcanhares, dedos dos pés ou região plantar das mãos.
Para eliminar os calos é recomendado evitar o atrito e a pressão na região, além de realizar esfoliação leve, uso de protetores, calçado adequado e produtos que ajudam a diminuir a queratina. No entanto, é importante consultar o podólogo ou dermatologista para tratá-los e, assim, diminuir o risco de complicações.
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Principais causas
As principais causas de aparecimento dos calos são:
- Calçados inadequados, como sapatos muito apertados, muito folgados ou com saltos altos que causam pressão ou atrito contínuo, bem como o uso de calçado desgastado;
- Não usar meias ou usar meias inadequadas para o tipo de sapato, o que favorece o atrito direto do calçado com a pele;
- Realização de atividades repetitivas, como esportes, uso de ferramentas ou instrumentos musicais, o que provoca pressão constante nas mãos ou nos pés;
- Alterações nos formatos dos pés, como dedos em martelo, joanetes ou pés planos, que alteram a distribuição do peso e criam pontos de pressão anormais;
- Perda da camada de gordura nos pés, o que acontece principalmente devido à idade, havendo diminuição da proteção natural e, consequentemente pressão sobre a pele;
- Doenças articulares, como a artrite reumatoide, que pode provocar alterações na estrutura dos pés e favorecer zonas de pressão.
Fatores genéticos, que em alguns casos pode predispor ao aparecimento de alguns tipos de calos em regiões específicas.
Tipos de calos
Os calos ser classificados em alguns tipos de acordo com a sua localização, textura e estrutura dos tecidos afetados.
1. Calos duros
Os calos duros são os mais frequentes e normalmente aparecem na parte de cima ou na lateral dos dedos dos pés. São caracterizados por serem secos e ásperos e por possuírem a região central mais dura e esbranquiçada.
Esse tipo de calo pode causar dor quando a pessoa fica em pé ou caminha.
2. Calos moles
Os calos moles normalmente aparecem entre os dedos dos pés e possuem uma textura mais macia devido à umidade entre os dedos.
De forma geral, esses calos são mais dolorosos e possuem mais chance de causarem complicações, como infecções bacterianas ou fúngicas, ou úlceras.
3. Calo em semente
O calo em semente aparece principalmente na planta dos pés, na região que suporta diretamente o peso, além de também poder aparecer nas mãos.
Esse tipo de calo é caracterizado por pequenas lesões de queratina e normalmente não causa dor, podendo estar associado a alterações genéticas.
4. Calo neurovascular
O calo neurovascular é um tipo raro de calo e é caracterizado pela presença de vasos sanguíneos, nervos e tecido cicatricial, o que provoca dor aguda e muito intensa.
5. Calo ulcerado
O calo ulcerado é caracterizada pela presença de uma ferida aberta ou úlcera por baixo da pele endurada. Pode se desenvolver a partir de calos moles devido à umidade e atrito entre os dedos, o que favorece o aparecimento de infecções.
Esse tipo de calo merece maior atenção nas pessoas com diabetes ou neuropatia periférica, já que a falta de sensibilidade pode fazer com que a lesão progrida sem que seja percebida.
Leia também: Neuropatia periférica: o que é, sintomas e tratamento (é grave?) tuasaude.com/neuropatia-perifericaComo tirar os calos
O principal tratamento para tirar os calos são:
- Eliminar a fonte de atrito ou da pressão causadora do calo, já que assim é possível evitar que os calos se formem e favorecer que eles desapareçam com o tempo;
- Cuidados em casa, como colocar a região em água morna por 10 a 20 minutos para deixar a pele mais molinha e, em seguida, esfoliar suavemente com pedra pomes, por exemplo;
- Uso de materiais de proteção, como remendos de feltro, almofadas de silicone, separadores de dedos ou lã de carneiro para diminuir o atrito;
- Uso de calçados e palmilhas adequadas que ajudam a redistribuir a pressão e a prevenir o atrito contínuo;
- Uso de luvas acolchoadas ou capas protetoras para utilizar ferramentas para reduzir a pressão;
- Aplicar géis, cremes ou adesivos com ácido salicílico ou ureia, que ajudam a eliminar queratina;
- Usar curativos especiais que ajudam a hidratar a pele e facilitar a remoção do tecido endurecido e aliviar a dor.
Nos casos mais persistente ou quando existem deformidades ósseas, podem ser necessários tratamentos mais avançados e, em alguns casos, cirurgia.
É também importante ter em consideração que pessoas com diabetes, má circulação ou neuropatia periférica não devem tratar os calor por conta própria, já que lesões pequenas podem ficar mais graves, sendo importante a avaliação por um profissional da saúde, como podólogo ou dermatologista.