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Conheça o tratamento para a Síndrome de Guillain-Barré

Os tratamentos mais utilizado para tratar a Síndrome de Guillain-Barré incluem o uso de imunoglobulina intravenosa ou a realização de sessões de plasmaférese terapêutica, que embora não consigam curar a doença, ajudam a aliviar os sintomas e a acelerar a recuperação.

Estes tratamentos normalmente são iniciados nas Unidades de Tratamento Intensivo quando o paciente é internado e têm como alvo reduzir a quantidade de anticorpos no sangue, evitando assim que provoquem danos nos nervos e piorem o grau de desenvolvimento da doença.

Os dois tipos de tratamento apresentam a mesma eficácia no alívio dos sintomas e recuperação do paciente, no entanto, o uso da imunoglobulina é mais fácil de ser realizada e apresenta menos efeitos colaterais que a plasmaférese terapêutica.

Conheça o tratamento para a Síndrome de Guillain-Barré

1. Plasmaférese terapêutica

A plasmaférese é um tipo de tratamento que consiste na filtração do sangue com o objetivo de remover o excesso de substâncias que podem estar causando a doença. No caso da Síndrome de Guillain-Barré, a plasmaférese é feita com o objetivo de remover o excesso de anticorpos que estão atuando contra o sistema nervoso periférico e causando os sintomas da doença.

O sangue filtrado é, então, devolvido ao organismo, que é estimulado a produzir anticorpos saudáveis, aliviando, portanto, os sintomas da doença. Entenda como é feita a plasmaférese.

2. Imunoglobulina terapêutica

O tratamento com imunoglobulina consiste na injeção diretamente na veia de anticorpos saudáveis que atua contra os anticorpos que estão causando a doença. Dessa forma, o tratamento com imunoglobulina se torna eficaz porque promove a destruição dos anticorpos que estão atuando contra o sistema nervoso, aliviando os sintomas.

3. Tratamento com fisioterapia

A fisioterapia é importante na Síndrome de Guillain-Barré porque promove a recuperação das funções musculares e respiratórias, melhorando a qualidade de vida de vida da pessoa. É importante que a fisioterapia seja mantida por longos períodos até que o paciente recupera o máximo de suas capacidades.

O acompanhamento de um fisioterapeuta com exercícios diários realizados com o paciente é necessário para estimular a movimentação das articulações, melhorar amplitude de movimento das articulações, manter força muscular e prevenir complicações respiratórias e circulatórias. Sendo que para a maioria dos pacientes o principal objetivo é voltar a andar sozinho.

Quando o paciente encontra-se internado na UTI, pode ser ligado a aparelhos para respirar e neste caso o fisioterapeuta também é importante para garantir a oxigenação necessária, mas após a alta hospitalar o tratamento fisioterapêutico pode ser mantido por 1 ano ou mais, dependendo do progresso alcançado pelo paciente.

Principais complicações do tratamento

O tratamento deve ser mantido até que o médico diga o contrário, no entanto podem haver algumas complicações relacionadas ao tratamento, que devem ser informadas ao médico.

No caso do tratamento com a imunoglobulina intravenosa, por exemplo, algumas das complicações comuns são dor de cabeça, dores musculares, arrepios, febre, náuseas, tremores, cansaço excessivo e vômitos. As complicações mais graves, porém difíceis de acontecer, são insuficiência renal, infarto e formação de coágulos, por exemplo.

No caso da plasmaférese, pode haver diminuição da pressão arterial, alteração dos batimentos cardíacos, febre, tonturas, maior chance de infecções e diminuição dos níveis de cálcio. Dentre as complicações mais graves estão hemorragia, infecção generalizada, formação de coágulos e acúmulo de ar nas membranas do pulmão, no entanto, essas complicações mais mais difíceis de acontecer.

Normalmente, essas complicações são tratadas com o uso de medicamentos, analgésicos e antieméticos para aliviar a febre e a vontade de vomitar, por exemplo, sendo importante informar ao médico os sintomas sentidos.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora da Síndrome de Guillain-Barré começam a surgir cerca de 3 semanas após o início do tratamento, no entanto a maioria dos pacientes só recupera o controle de seus movimentos após os 6 meses.

Sinais de piora

Os sinais de piora da Síndrome de Guillain-Barré acontecem cerca de 2 semanas após o surgimento dos primeiros sintomas da doença e incluem dificuldade para respirar, alterações repentinas da pressão arterial e incontinência, por exemplo, e acontecem quando o tratamento não é feito da maneira correta.

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