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O que fazer em caso de Líquido Amniótico Diminuído

Atualizado em Setembro 2019

Caso seja verificado que há pouco líquido amniótico nas primeiras 24 semanas de gestação, é recomendado que a mulher adote medidas para tentar minimizar o problema, sendo indicado que fique em repouso e beba bastante água, pois isso além de evitar a perda de líquido amniótico, aumenta a produção desse líquido, evitando complicações.

A redução do volume de líquido amniótico em qualquer fase da gravidez pode levar a problemas pulmonares no bebê ou aborto, mas nesses casos, o obstetra faz avaliações semanais da quantidade de líquido amniótico, com ultrassonografia e ecografia, para decidir se existe necessidade de induzir o parto, especialmente quando isso acontece no último trimestre da gravidez.

O que fazer em caso de Líquido Amniótico Diminuído

Consequências da diminuição de líquido amniótico

A diminuição do líquido amniótico recebe o nome de oligoidrâmnio e pode resultar em complicações para o bebê, principalmente. Isso porque o líquido amniótico é responsável pela regulação da temperatura, permite o desenvolvimento e movimentação do bebê, evita traumatismos e compressão do cordão umbilical, além de proteger o bebê contra infecções. Assim, com a diminuição da quantidade de líquido amniótico, o bebê se torna mais exposto a diversas situações.

Assim, a oligoidrâmnia pode fazer com que o bebê seja menor para a idade gestacional e tenha desenvolvimento e crescimento atrasados, especialmente dos pulmões e rins, porque a presença do líquido amniótico em quantidades normais garante a formação do sistema digestório e respiratório, e também serve para proteger o bebê de infeções e traumatismos além de permitir que o bebê se movimente dentro da barriga, fortalecendo seus músculos enquanto cresce. 

Dessa forma, quando a quantidade de liquido amniótico é muito baixa na primeira metade da gravidez, até às 24 semanas, a complicação mais comum é o aborto. Já quando a diminuição ocorre na segunda metade da gravidez, pode ser necessário induzir o parto, existindo o risco de, dependendo da idade gestacional, o bebê nascer com baixo peso, atraso mental, dificuldade respiratória e maiores chances de desenvolver infeções graves, que podem colocar a vida do bebê em risco.

Além disso, a quantidade de líquido amniótico interfere na visualização do bebê através da ultrassonografia. Ou seja, caso haja menor quantidade de líquido, mais difícil é a visualização e a identificação de alterações fetais.

Em caso de líquido amniótico diminuído durante o parto

Já nos casos em que a grávida entra em trabalho de parto com pouco líquido amniótico, o obstetra pode inserir um pequeno tubinho até ao útero para inserir uma substância que substitui o líquido amniótico, no caso de parto normal, e que permite evitar complicações como a falta de oxigênio no bebê, que pode acontecer caso o cordão umbilical fique preso entre a mãe e o bebê.

Porém, este tratamento não serve para tratar a falta de líquido amniótico durante a gestação porque só funciona enquanto o líquido está sendo injetado durante o parto normal. Durante a gestação, o tratamento pode variar de acordo com a idade gestacional e com a quantidade de líquido amniótico, podendo ser realizada a hidratação materna, em que é administrado soro na mãe para aumentar a quantidade de líquido, ou a amnioinfusão, que é um procedimento mais invasivo em que é administrado soro fisiológico diretamente na cavidade amniótica para restabelecer a quantidade normal de líquido amniótico, permitir melhor visualização do bebê na ultrassonografia e prevenir complicações. Apesar de ser vantajoso, a amnioinfusão se trata de um procedimento invasivo que pode aumentar o risco de descolamento da placenta ou de parto prematuro.

Saiba o que fazer quando se está perdendo líquido amniótico.

Quantidades normais de líquido amniótico por trimestre

A quantidade normal de líquido amniótico na barriga da grávida durante a gestação vai aumentando a cada semana, sendo que no final do:

  • 1º Trimestre (entre 1 e 12 semanas): há cerca de 50 ml de líquido amniótico; 
  • 2º Trimestre (entre 13 e 24 semanas): aproximadamente 600 ml de líquido amniótico; 
  • 3º Trimestre (a partir das 25 semanas até o final da gravidez): há entre 1000 a 1500 ml de líquido amniótico. ​

Normalmente, o líquido amniótico aumenta cerca de 25 ml até à 15ª semana de gestação e depois se produz 50 ml por semana até às 34 semanas e, a partir daí vai diminuindo até à data do parto.


Bibliografia

  • ZIMMERMMANN, Juliana B. et al. Oligoidrâmnio isolado em gestação a termo: qual a melhor conduta?. FEMINA. Vol 38. 4 ed; 203-209, 2010
  • INTERNATIONAL NURSING CONGRESS. Alteração do Volume do Líquido Amniótico: Oligoidrâmnio. 2017. Link: <eventos.set.edu.br>. Acesso em 11 Set 2019
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