A relação entre ameixa seca ossos ganhou destaque porque um ensaio clínico mostrou que o consumo diário de ameixa seca ajudou a preservar características importantes da tíbia em mulheres após a menopausa. O achado é relevante porque, nessa fase, a queda do estrogênio acelera a perda óssea e aumenta o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas.
Por que os ossos mudam após a menopausa
Após a menopausa, o corpo tende a perder massa óssea com mais rapidez. Isso acontece porque o estrogênio, hormônio que ajuda a equilibrar a renovação dos ossos, diminui de forma importante.
Com o tempo, os ossos podem ficar mais finos e frágeis. A tíbia, osso da perna que sustenta o peso do corpo, é uma região interessante para estudar porque sofre impacto direto da marcha, da força muscular e da carga corporal.

O que diz o estudo científico
Para avaliar esse efeito, pesquisadores testaram diferentes quantidades de ameixa seca em mulheres na pós-menopausa. Segundo o ensaio clínico randomizado Prunes preserve cortical density and estimated strength of the tibia in a 12-month randomized controlled trial in postmenopausal women: The Prune Study, publicado na revista Osteoporosis International, comer ameixa seca por 12 meses preservou a estrutura cortical e a força estimada da tíbia.
O estudo incluiu 235 mulheres, com média de 62 anos, divididas em grupo controle, grupo com 50 g de ameixa seca por dia e grupo com 100 g por dia. As análises usaram tomografia computadorizada quantitativa periférica para medir densidade volumétrica, geometria óssea e força estimada na tíbia e no rádio.
Quais resultados foram observados
Os efeitos mais importantes apareceram na região cortical da tíbia, a parte mais externa e resistente do osso. No grupo controle, alguns marcadores pioraram ao longo de 12 meses, enquanto nos grupos que consumiram ameixa seca houve preservação.
- Densidade cortical: foi preservada na tíbia de quem consumiu ameixa seca.
- Força estimada: o índice de resistência óssea se manteve melhor nos grupos com ameixa.
- Osso que sustenta peso: a tíbia respondeu de forma mais evidente que outras regiões avaliadas.
- Dose diária: os resultados consideraram 50 g e 100 g por dia, avaliados em conjunto em parte das análises.
Como incluir ameixa seca
A ameixa seca pode ser usada como parte de uma alimentação voltada à saúde óssea, junto com proteínas, cálcio, vitamina D, magnésio e exercícios de força. Veja também os principais benefícios da ameixa seca e cuidados no consumo.
- Inclua pequenas porções no café da manhã, lanches ou iogurtes naturais.
- Combine com aveia, sementes, castanhas ou frutas frescas.
- Evite exagerar, pois a ameixa seca tem açúcares naturais concentrados.
- Aumente a quantidade aos poucos se tiver gases, cólicas ou intestino sensível.

O que considerar antes de aumentar o consumo
O estudo sugere um efeito promissor, mas não significa que a ameixa seca sozinha previna osteoporose ou fraturas. A saúde dos ossos depende também de atividade física, exposição solar segura, vitamina D adequada, ingestão de cálcio, controle do peso e avaliação de medicamentos que podem afetar a massa óssea.
Pessoas com diabetes, doença renal, restrição de potássio, intestino irritável ou necessidade de controle calórico devem ajustar a porção com orientação profissional. Mulheres após a menopausa também devem conversar com o médico sobre densitometria óssea e risco individual de fraturas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









