A ashwagandha é um suplemento natural usado por quem busca menos estresse, melhor sono e mais disposição. Apesar da fama de “planta segura”, relatos recentes colocaram o produto no radar por possíveis lesões no fígado, especialmente quando usado sem orientação, por longos períodos ou por pessoas com doença hepática prévia.
Por que a ashwagandha preocupa
A ashwagandha, também chamada de Withania somnifera, é uma erva tradicionalmente usada na medicina ayurvédica. Ela pode estar presente em cápsulas, pós, chás e fórmulas combinadas com outros ingredientes.
O problema é que suplementos “naturais” também são metabolizados pelo fígado. Em algumas pessoas, pode ocorrer uma reação imprevisível, conhecida como lesão hepática induzida por ervas ou suplementos, mesmo sem uso de remédios fortes.
Sinais de alerta no fígado
A suspeita de alteração no fígado aumenta quando sintomas aparecem após iniciar ou aumentar a dose de um suplemento. No caso da ashwagandha, os relatos costumam envolver um padrão com icterícia e coceira.
- Pele ou olhos amarelados;
- Urina escura e fezes muito claras;
- Coceira intensa no corpo;
- Náuseas, perda de apetite ou dor abdominal;
- Cansaço forte sem explicação.
Esses sinais exigem avaliação médica e exames de sangue, como ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina e bilirrubinas. Suspender ou manter o suplemento deve ser decidido com orientação profissional, principalmente se houver sintomas importantes.

O que diz uma revisão científica
Segundo a revisão crítica Potential Adverse Effects of Ashwagandha: A Critical Review, publicada na Phytotherapy Research, a ashwagandha tem sido amplamente estudada por possíveis benefícios, mas também acumula relatos de efeitos adversos que merecem atenção.
A revisão discute eventos como alterações gastrointestinais, sonolência, possíveis interações com medicamentos, efeitos hormonais e casos de lesão hepática. O ponto central é que a segurança depende de dose, duração, qualidade do produto e histórico de saúde da pessoa.
Quem deve evitar ou ter mais cuidado
Alguns grupos precisam de cautela especial antes de usar ashwagandha, porque o risco de efeitos indesejados ou interações pode ser maior.
- Pessoas com doença no fígado, cirrose ou enzimas hepáticas alteradas;
- Quem usa muitos medicamentos ou suplementos ao mesmo tempo;
- Pessoas com doença autoimune ou em uso de imunossupressores;
- Quem tem alterações da tireoide ou usa hormônios tireoidianos;
- Gestantes, lactantes e pessoas antes de cirurgias.
Também é importante evitar fórmulas sem procedência clara, produtos com doses muito altas e combinações com álcool ou outros suplementos associados a risco hepático.

Como usar suplementos com mais segurança
Antes de iniciar qualquer suplemento, vale revisar o objetivo real do uso. Ansiedade, insônia e cansaço podem ter causas como estresse crônico, deficiência de nutrientes, apneia do sono, depressão, tireoide alterada ou excesso de estimulantes.
Se houver indicação, o uso deve ser acompanhado, com atenção à dose, ao tempo de uso e aos sintomas. Para entender melhor benefícios e cuidados gerais, veja também o conteúdo sobre ashwagandha. Na prática, natural não significa livre de risco, e o fígado deve entrar na conversa antes que sinais como icterícia ou coceira apareçam.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









