Sentir o coração disparar, perder o fôlego e acreditar que está morrendo de uma hora para outra é uma das experiências mais marcantes para quem convive com síndrome do pânico. As crises surgem sem aviso, imitam sintomas de infarto e levam muita gente ao pronto-socorro antes mesmo de entender o que está acontecendo. Reconhecer o transtorno e buscar ajuda especializada é o caminho para recuperar a segurança no dia a dia.
O que é a síndrome do pânico?
A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade marcado por ataques súbitos de medo intenso, que chegam ao pico em poucos minutos e vêm acompanhados de fortes reações físicas. Diferente do medo comum, não há uma ameaça real no momento em que a crise começa.
Esses episódios podem acontecer em qualquer lugar, até durante o sono, e deixam a pessoa em estado de alerta constante. O medo de ter uma nova crise, muitas vezes, é tão intenso quanto a crise em si.
Quais sintomas aparecem durante uma crise?
Os ataques de pânico envolvem uma combinação de sintomas corporais e emocionais que surgem de forma abrupta. Esse conjunto pode se assemelhar a um problema cardíaco e assustar quem está ao redor.

Esses sintomas da síndrome do pânico costumam durar de 10 a 30 minutos e deixam a pessoa exausta depois que o episódio termina.
Por que o pânico é confundido com infarto?
A semelhança entre crise de pânico e problema cardíaco é grande, porque os dois quadros compartilham sinais como dor no peito, palpitações e sensação de morte iminente. Por isso, muitos pacientes chegam à emergência com suspeita de infarto antes de receberem o diagnóstico correto.
A diferenciação clínica exige avaliação médica cuidadosa, com eletrocardiograma e exames laboratoriais, para descartar causas cardíacas reais antes de encaminhar o paciente ao acompanhamento psiquiátrico.

O que diz a ciência sobre essa relação?
Pesquisadores têm estudado a sobreposição entre sintomas de pânico e dor torácica em serviços de emergência. Segundo a revisão sistemática Chest pain, panic disorder and coronary artery disease, publicada na revista CNS & Neurological Disorders – Drug Targets, uma parcela significativa das pessoas que procuram atendimento por dor no peito sem causa cardíaca identificável apresenta transtorno de pânico, e muitas vezes o diagnóstico passa despercebido pelos profissionais.
Os autores destacam que reconhecer o pânico nesse contexto é essencial para evitar exames desnecessários, reduzir o sofrimento do paciente e iniciar o tratamento correto o quanto antes.
Como é feito o tratamento da síndrome do pânico?
O acompanhamento costuma combinar psicoterapia e, em muitos casos, medicamentos prescritos pelo psiquiatra. O objetivo é reduzir a frequência das crises, aliviar a ansiedade antecipatória e devolver autonomia para a rotina.
- Psicoterapia, com destaque para a terapia cognitivo-comportamental
- Uso de antidepressivos e ansiolíticos sob orientação médica
- Técnicas de respiração diafragmática e relaxamento
- Prática regular de atividade física e melhora do sono
- Redução do consumo de cafeína, álcool e estimulantes
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de dor no peito ou sintomas intensos, procure atendimento médico imediato e, para acompanhamento da ansiedade, busque orientação psicológica ou psiquiátrica qualificada.









