O tomate é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, mas poucos sabem que boa parte do seu valor para o coração vem de um antioxidante específico: o licopeno. Esse pigmento, responsável pela cor vermelha do fruto, vem sendo estudado por seu possível papel na saúde cardiovascular, com evidências que apontam para efeitos benéficos, ainda que moderados. Não se trata de um remédio milagroso nem de uma solução isolada, mas de mais um aliado dentro de uma alimentação equilibrada. Entenda como o licopeno atua no organismo e por que o tomate ganhou destaque quando o assunto é a saúde do coração.
O que é o licopeno e onde ele é encontrado?
O licopeno é um carotenoide, um tipo de pigmento natural com forte ação antioxidante. Ele é o principal responsável pela cor vermelha do tomate, mas também aparece em outros alimentos avermelhados, como melancia, goiaba e mamão.
Entre as fontes alimentares, o tomate se destaca por concentrar boas quantidades desse composto, especialmente em suas versões cozidas e em molhos, que facilitam a absorção pelo organismo.
Como o licopeno pode ajudar o coração?
Por ser um antioxidante, o licopeno ajuda a combater os radicais livres, moléculas ligadas ao estresse oxidativo e ao desgaste das células, incluindo as dos vasos sanguíneos. Esse mecanismo é um dos motivos pelos quais o composto interessa à cardiologia.
Estudos sugerem que o consumo de licopeno pode contribuir para a redução da pressão arterial e para a proteção das artérias, embora os efeitos sejam considerados modestos e façam parte de um conjunto maior de hábitos saudáveis.

Por que os antioxidantes são importantes para os vasos sanguíneos?
Os radicais livres em excesso favorecem a oxidação do colesterol e o desgaste das paredes das artérias, processos ligados à formação de placas de gordura. Antioxidantes como o licopeno ajudam a neutralizar essas moléculas.
Ao reduzir esse desgaste, os antioxidantes podem colaborar para manter a saúde dos vasos sanguíneos. Ainda assim, esse é apenas um dos fatores envolvidos na proteção cardiovascular, que depende de vários cuidados combinados.
Quais são as melhores formas de consumir o tomate?
A forma de preparo influencia bastante a quantidade de licopeno aproveitada pelo corpo. Algumas escolhas simples ajudam a potencializar os benefícios do fruto. Veja opções práticas:
- Molhos e tomates cozidos, que aumentam a disponibilidade do licopeno.
- Combinação com uma fonte de gordura boa, como o azeite, que melhora a absorção.
- Sucos e sopas de tomate, preparados sem excesso de sal.
- Tomate cru em saladas, que preserva a vitamina C.
- Outros alimentos avermelhados, como goiaba e melancia, para variar as fontes.

O que um estudo científico revela sobre o licopeno e o coração?
As evidências sobre o licopeno vêm sendo reunidas em pesquisas que analisam, de forma conjunta, diversos estudos clínicos sobre o tema, o que ajuda a dar uma visão mais confiável do efeito.
Segundo a revisão guarda-chuva Role of lycopene from tomato on cardiovascular risk, publicada na revista científica Food & Function, o consumo de licopeno proveniente do tomate esteve associado à redução da pressão arterial e a uma melhora modesta do risco cardiovascular. Os autores indicam que uma ingestão diária equivalente a um ou dois tomates já parece trazer benefícios, reforçando o tom moderado dessas conclusões.
Vale lembrar que o tomate é um complemento, e não um substituto de outros cuidados com o coração. Para orientações sobre alimentação e outros alimentos que fazem bem ao coração, o ideal é conversar com um médico ou nutricionista, que pode avaliar o seu caso de forma individual.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico ou nutricionista antes de fazer mudanças na sua alimentação.









