Escolher um protetor solar não depende apenas do número do FPS. Para que o produto funcione bem no dia a dia, é preciso observar se ele protege contra diferentes tipos de radiação, se combina com as características da pele e se a textura é confortável o suficiente para ser usada na quantidade adequada. Cinco cuidados simples ajudam a comparar as opções disponíveis e encontrar uma proteção mais adequada.
1. O FPS deve ser de pelo menos 30?
Sim. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda protetor solar com FPS 30 ou superior tanto para o uso diário quanto para períodos mais longos de exposição ao sol. O FPS indica principalmente o nível de proteção contra a radiação UVB, associada às queimaduras solares.
Um número maior pode ser útil em algumas situações, mas não significa que o produto possa permanecer o dia inteiro sem reaplicação. A quantidade usada, a exposição ao sol, o suor e o contato com água também interferem na proteção obtida na prática.
2. Como saber se o protetor também protege contra UVA?
Além do FPS, vale verificar no rótulo se existe proteção contra os raios UVA e UVB. A radiação UVA participa do fotoenvelhecimento e dos danos acumulados na pele, enquanto a UVB está fortemente relacionada às queimaduras. Por isso, escolher um produto de amplo espectro ajuda a proteger contra as duas.
A Academia Americana de Dermatologia orienta procurar no rótulo proteção de amplo espectro e FPS 30 ou superior. A mesma instituição recomenda versões resistentes à água quando houver suor, natação ou outras situações em que o produto possa sair mais rapidamente da pele.

3. Qual textura combina melhor com pele oleosa ou seca?
A textura não altera apenas a sensação ao passar o produto. Um protetor desconfortável, muito pesado ou que deixe excesso de brilho pode dificultar o uso diário. O tipo de protetor solar pode ser escolhido de acordo com as características da pele.
Algumas opções que podem facilitar essa escolha são:
- pele oleosa ou acneica: fórmulas em gel, sérum, fluidas ou livres de óleo podem deixar uma sensação mais leve;
- pele seca: cremes com componentes hidratantes podem ajudar a diminuir o ressecamento;
- pele mista: texturas leves ou em gel-creme podem equilibrar conforto e hidratação;
- pele sensível: é útil observar fragrâncias e ingredientes que já tenham provocado irritação anteriormente.
4. Quem tem manchas precisa observar algo diferente?
Para pessoas com melasma ou tendência à hiperpigmentação, a escolha pode envolver mais do que UVA e UVB. A luz visível também pode contribuir para o escurecimento de algumas manchas, especialmente em fototipos mais altos. Nesse caso, protetores com cor e pigmentos, como óxidos de ferro, podem oferecer proteção adicional contra essa faixa de luz.
Isso não significa que toda pessoa precise usar protetor com cor. A escolha depende das características da pele, da presença de manchas e da rotina. Quem trata melasma ou outras alterações de pigmentação pode conversar com o dermatologista para definir uma estratégia de fotoproteção adequada.

5. Vale escolher o produto pensando na reaplicação?
Sim. O melhor protetor não é apenas aquele com boas características no rótulo, mas também aquele que a pessoa consegue aplicar corretamente e reaplicar quando necessário. Bastões podem facilitar retoques em algumas áreas, enquanto cremes, géis e fluidos podem ser mais confortáveis para a aplicação inicial no rosto ou no corpo.
Em exposição prolongada, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta reaplicar o protetor aproximadamente a cada duas horas, com intervalos menores após suor intenso ou contato com água. Por isso, textura, acabamento e praticidade também devem entrar na escolha. Em caso de alergia, acne intensa, manchas persistentes ou dificuldade para encontrar uma fórmula adequada, um dermatologista pode ajudar a individualizar o produto.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação individualizada de um profissional de saúde.









