Sentir dor na base do polegar ao abrir potes, girar chaves ou apertar objetos pode estar relacionado ao desgaste de uma pequena articulação que permite movimentos importantes da mão. Essa alteração, conhecida como rizartrose, acontece quando a cartilagem que protege os ossos da articulação se deteriora, favorecendo dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos de força e pinça. A dor no polegar costuma ficar mais evidente durante tarefas que exigem apertar e girar objetos, mesmo quando parecem atividades simples. Entretanto, nem todo desconforto nessa região é provocado por artrose, e sintomas persistentes precisam ser investigados.
Por que abrir potes pode provocar dor na base do polegar?
Na base do polegar, próxima ao punho, fica a articulação carpometacarpal, responsável por permitir movimentos amplos e precisos. Ela participa de atividades como segurar uma caneta, girar maçanetas, abrir embalagens e juntar o polegar aos outros dedos para pegar objetos pequenos.
Quando a cartilagem dessa articulação sofre desgaste, os movimentos podem provocar maior atrito e irritação das estruturas ao redor. A pressão exercida ao abrir uma tampa resistente, por exemplo, pode intensificar o desconforto. A rizartrose se torna mais comum com o envelhecimento, mas lesões anteriores e outros fatores também podem contribuir para seu desenvolvimento.

Quais sinais podem acompanhar a dor no polegar?
O desgaste da articulação geralmente provoca sintomas que aparecem gradualmente. No início, a dor pode surgir apenas após atividades prolongadas ou movimentos que exigem força. Com a progressão da alteração, tarefas cotidianas podem se tornar mais desconfortáveis.
Alguns sinais que merecem atenção incluem:
- Dor próxima ao punho: incômodo localizado na base do polegar, especialmente ao apertar ou girar objetos.
- Perda de força: dificuldade para abrir tampas, segurar utensílios ou realizar movimentos de pinça.
- Rigidez: sensação de que o polegar está menos flexível, principalmente após períodos de repouso.
- Inchaço ou sensibilidade: desconforto ao pressionar a articulação ou movimentar o dedo.
- Estalos ou sensação de atrito: ruídos e desconforto durante determinados movimentos.
- Alteração no formato da articulação: em casos mais avançados, pode surgir uma saliência ou deformidade na base do polegar.
Segundo a Cleveland Clinic, em suas orientações sobre a artrose do polegar, a condição pode provocar dor, inchaço, rigidez e dificuldade para movimentar o dedo. A instituição destaca que movimentos como abrir potes e girar chaves podem intensificar os sintomas, mas existem tratamentos que ajudam a controlar o desconforto e preservar a função da mão.
O que pode ajudar a aliviar a dor no dia a dia?
Quando o desconforto é leve e não está relacionado a uma lesão recente, algumas adaptações podem diminuir a pressão exercida sobre a articulação. O objetivo é reduzir temporariamente os movimentos dolorosos sem deixar a mão completamente imóvel por períodos prolongados.
Entre os cuidados que podem ajudar estão:
- Reduzir movimentos repetitivos: fazer pausas durante atividades que exigem força ou movimentos constantes de pinça.
- Utilizar abridores de potes: escolher utensílios que diminuam a necessidade de apertar e torcer tampas.
- Aplicar compressas frias: utilizar gelo envolvido em um pano por cerca de 10 a 15 minutos para aliviar dor e inchaço, evitando contato direto com a pele.
- Experimentar calor moderado: compressas mornas podem aliviar a rigidez, desde que não estejam quentes demais e não aumentem o desconforto.
- Evitar insistir em movimentos dolorosos: adaptar a maneira de segurar objetos e distribuir a força entre as duas mãos quando possível.
Em algumas situações, o profissional de saúde pode recomendar uma órtese para estabilizar a base do polegar ou exercícios orientados de reabilitação. Esses recursos precisam ser escolhidos conforme os sintomas e a avaliação individual. Conheça também os principais sintomas, causas e tratamentos da rizartrose.

Quando a dor no polegar precisa de avaliação médica?
É recomendado procurar um ortopedista quando a dor persiste, piora com o tempo ou começa a dificultar atividades como cozinhar, escrever, segurar objetos e abrir embalagens. A perda progressiva de força, o inchaço recorrente e as alterações no formato da articulação também merecem investigação.
Durante a consulta, o médico pode avaliar a localização da dor, a mobilidade e a força da mão. Em alguns casos, radiografias ajudam a identificar alterações articulares. Outras condições, como inflamações dos tendões, lesões ligamentares e problemas nos nervos, também podem causar sintomas semelhantes.
Dor intensa após uma queda, deformidade súbita, incapacidade de movimentar o polegar ou inchaço importante acompanhado de vermelhidão e calor exigem avaliação rápida. Esses sinais não devem ser atribuídos automaticamente ao desgaste articular, pois podem indicar lesões ou processos inflamatórios que necessitam de cuidados específicos.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









