De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, a pressão alta é considerada hipertensão a partir de 140/90 mmHg, o conhecido 14 por 9, quando medida no consultório. Já valores a partir de 120/80 mmHg e abaixo de 140/90 mmHg entram na faixa de pré-hipertensão. Uma única medida elevada, porém, não costuma ser suficiente para fechar o diagnóstico.
Quais são os valores de pressão normal e pré-hipertensão?
A classificação brasileira mudou em relação à diretriz anterior. Agora, uma pressão medida no consultório é considerada normal somente quando a sistólica está abaixo de 120 mmHg e a diastólica abaixo de 80 mmHg. Isso significa que o conhecido 12 por 8 já entra na categoria de pré-hipertensão.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 classifica os valores medidos no consultório da seguinte forma:
- Pressão normal: sistólica abaixo de 120 e diastólica abaixo de 80 mmHg;
- Pré-hipertensão: sistólica entre 120 e 139 e/ou diastólica entre 80 e 89 mmHg;
- Hipertensão estágio 1: sistólica entre 140 e 159 e/ou diastólica entre 90 e 99 mmHg;
- Hipertensão estágio 2: sistólica entre 160 e 179 e/ou diastólica entre 100 e 109 mmHg;
- Hipertensão estágio 3: sistólica igual ou superior a 180 e/ou diastólica igual ou superior a 110 mmHg.
Então pressão 12 por 8 já é pressão alta?
Não. Uma pressão de 120/80 mmHg não é classificada como hipertensão pela diretriz brasileira de 2025. Ela passou a fazer parte da faixa de pré-hipertensão, criada para identificar pessoas que já apresentam valores acima da faixa considerada normal e podem se beneficiar de acompanhamento e cuidados com os fatores de risco cardiovascular.
Hipertensão propriamente dita continua começando em 140/90 mmHg no consultório. O conteúdo do Tua Saúde sobre pressão alta também explica que o diagnóstico é considerado a partir de 140 por 90 mmHg em medições realizadas em consultas diferentes.

Os dois números precisam estar altos?
Não. A classificação considera o valor que estiver na faixa mais elevada. Por exemplo, uma pressão de 145/80 mmHg já entra no estágio 1 de hipertensão porque a pressão sistólica está acima de 140. Da mesma maneira, uma medida de 130/95 mmHg também fica na faixa de hipertensão porque a pressão diastólica está acima de 90.
O primeiro número é a pressão sistólica, medida quando o coração se contrai para bombear o sangue. O segundo é a pressão diastólica, registrada enquanto o coração relaxa entre os batimentos. Ambos precisam ser considerados, como explica o conteúdo sobre como interpretar e medir a pressão arterial.
Uma medida de 14 por 9 confirma hipertensão?
Não necessariamente. A pressão arterial varia durante o dia e pode subir temporariamente por ansiedade, dor, esforço físico recente, cafeína ou até pelo nervosismo durante uma consulta. A diretriz brasileira recomenda que, em geral, o diagnóstico no consultório seja feito quando valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg são encontrados em pelo menos duas ocasiões diferentes, separadas por dias ou semanas.
Quando necessário, o médico pode confirmar o resultado com medidas fora do consultório, utilizando a monitorização ambulatorial da pressão arterial, a MAPA, ou a monitorização residencial, a MRPA. Os valores de referência nesses métodos são diferentes dos usados para uma medida isolada no consultório.

Quando um valor muito alto precisa de atenção imediata?
Uma pressão muito elevada deve ser avaliada no contexto dos sintomas e das condições de saúde da pessoa. Valores a partir de 180 mmHg de sistólica ou 110 mmHg de diastólica já pertencem ao estágio 3 de hipertensão, mas o número sozinho não determina se existe uma emergência.
Se uma pressão muito alta vier acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, confusão, desmaio, fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar ou alteração súbita da visão, é necessário procurar atendimento de emergência. Fora dessas situações, resultados repetidamente elevados também precisam ser levados ao médico para confirmação e definição da melhor conduta.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica, diagnóstico ou tratamento individualizado.









