Falta de ar que começa de repente pode acontecer tanto em uma crise de ansiedade quanto em uma embolia pulmonar, e os dois quadros ainda podem causar coração acelerado, tontura e desconforto no peito. A diferença não pode ser feita com segurança apenas pela intensidade da sensação. Dor que piora ao respirar, tosse com sangue, desmaio e fatores de risco para coágulos aumentam a preocupação com embolia e exigem avaliação imediata.
Por que ansiedade e embolia pulmonar podem parecer tão semelhantes?
Durante uma crise de ansiedade ou de pânico, a resposta de alerta do organismo pode acelerar os batimentos e a respiração. O Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos descreve falta de ar, palpitações, tremores, suor, tontura, formigamento, dor no peito e náusea entre os sintomas que podem aparecer durante um ataque de pânico. Medo intenso, sensação de perda de controle ou de que algo ruim vai acontecer também são frequentes.
A embolia pulmonar, por outro lado, ocorre quando um coágulo chega aos pulmões e bloqueia parte da circulação pulmonar. Segundo o National Heart, Lung, and Blood Institute, a embolia costuma se originar de um coágulo formado em uma veia profunda, frequentemente da perna. Ela própria também pode provocar ansiedade, suor e sensação de medo, o que torna a diferenciação apenas pelos sintomas ainda mais difícil.
Quais sinais deixam a embolia pulmonar mais suspeita?
Algumas características aumentam a preocupação, principalmente quando aparecem de forma nova e sem uma explicação evidente. Entre os sintomas associados à embolia pulmonar estão falta de ar repentina, dor no peito que piora ao respirar profundamente, tosse que pode conter sangue, palpitações e sensação de desmaio.
Os sinais que merecem atenção especial incluem:
- falta de ar súbita e inexplicada, especialmente quando é diferente de episódios anteriores;
- dor aguda no peito que piora ao inspirar profundamente ou tossir;
- tosse com sangue;
- tontura intensa, pressão muito baixa ou desmaio;
- batimentos cardíacos muito rápidos;
- dor ou inchaço recente, principalmente em uma das pernas.

Os fatores de risco ajudam a diferenciar os dois quadros?
Eles não confirmam o diagnóstico, mas mudam bastante o grau de suspeita. O CDC aponta hospitalização, cirurgia recente e períodos prolongados sem se movimentar entre os fatores que aumentam o risco de formação de coágulos. Viagens longas, repouso prolongado no leito e histórico anterior de trombose também são informações importantes na avaliação.
Outros fatores incluem câncer, idade avançada, gravidez e período logo após o parto, uso de medicamentos à base de estrogênio, obesidade, traumas e histórico familiar de tromboembolismo. Assim, falta de ar súbita depois de uma cirurgia ou de um período prolongado de imobilidade merece atenção ainda maior.
E quando os sintomas parecem uma crise de ansiedade?
Uma crise de ansiedade pode provocar falta de ar, respiração acelerada, coração disparado, tremores, suor, náusea e sensação intensa de medo. Formigamento nas mãos ou ao redor da boca e sensação de perda de controle também podem acompanhar a hiperventilação. Em muitas crises, os sintomas diminuem gradualmente após alguns minutos.
Mesmo assim, melhora rápida ou histórico de ansiedade não são suficientes para excluir embolia. Uma pessoa que já teve crises pode desenvolver outro problema de saúde, e a própria embolia pode causar sensação de ansiedade. Não existe um teste caseiro capaz de separar os dois quadros com segurança.

Quando a falta de ar repentina deve levar ao pronto-socorro?
Falta de ar intensa ou inexplicada, principalmente acompanhada de dor no peito ao respirar, tosse com sangue, desmaio, confusão, piora rápida ou fatores de risco para trombose, deve ser tratada como uma emergência. Nessa situação, técnicas de respiração ou a tentativa de esperar a crise passar não devem atrasar o atendimento.
No hospital, a diferenciação pode exigir avaliação do histórico, exame físico e, conforme a probabilidade de embolia, exames como dímero D e angiotomografia pulmonar. Quando os sintomas são novos ou muito diferentes do padrão habitual, é mais seguro investigar uma causa física antes de atribuí-los exclusivamente à ansiedade.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizados por um profissional de saúde. Diante de falta de ar súbita ou sinais de emergência, procure atendimento imediatamente.









