Garganta ardendo, olhos irritados e tosse seca podem aparecer após a exposição à fumaça de queimadas. Isso acontece porque a fumaça carrega partículas e gases capazes de irritar as vias respiratórias, e o desconforto pode ser maior em crianças, idosos e pessoas com asma, bronquite ou outras doenças respiratórias.
Por que a fumaça provoca tosse e ardência?
A fumaça produzida por queimadas contém material particulado muito pequeno, além de diferentes gases e substâncias irritantes. Quando esses poluentes são inalados, entram em contato com o nariz, a garganta e os pulmões e podem causar inflamação e irritação.
Por isso, algumas pessoas apresentam tosse seca, rouquidão, ardência no nariz e na garganta, lacrimejamento e sensação de dificuldade para respirar. A intensidade dos sintomas varia conforme a quantidade de fumaça no ar, o tempo de exposição e a sensibilidade de cada pessoa.

O que o Ministério da Saúde recomenda?
O Ministério da Saúde sobre queimadas e seus impactos na saúde orienta aumentar a ingestão de água e outros líquidos, permanecer preferencialmente em ambientes internos protegidos da fumaça e evitar atividades físicas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver comprometida.
Manter portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de fumaça também pode diminuir a entrada de poluentes. Quando for realmente necessário sair, máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, usadas corretamente, podem reduzir a inalação de partículas.
Quais cuidados podem aliviar a irritação?
Enquanto houver fumaça perceptível ou alerta de qualidade do ar ruim, algumas medidas ajudam a reduzir a exposição:
- beber água regularmente para manter as mucosas hidratadas;
- evitar exercícios e esforços intensos ao ar livre;
- preferir ambientes internos e protegidos da fumaça;
- manter portas e janelas fechadas quando o ar externo estiver muito carregado;
- evitar outras fontes de irritação, como cigarro e fumaça dentro de casa.
Esses cuidados podem diminuir o contato com os poluentes, mas não substituem avaliação médica quando os sintomas são intensos ou persistentes. Pessoas com asma ou outras doenças respiratórias devem seguir o tratamento já prescrito e ficar especialmente atentas a mudanças no padrão habitual da respiração.
Quem precisa ter atenção redobrada?
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias, cardíacas ou alterações do sistema imunológico podem ser mais vulneráveis aos efeitos da fumaça. Nessas pessoas, mesmo uma exposição que provoque apenas irritação leve em outros indivíduos pode desencadear sintomas mais importantes.
Também vale procurar avaliação quando a tosse não melhora depois que a exposição diminui, quando começa a surgir chiado no peito ou quando os sintomas estão piorando em vez de melhorar.

Quando a fumaça exige atendimento imediato?
Tosse e ardência leves podem ocorrer pela irritação das vias respiratórias, mas alguns sinais não devem ser atribuídos apenas ao ar seco ou à fumaça. Falta de ar intensa, dor ou dificuldade para respirar, dor no peito, desmaio, sonolência incomum ou confusão mental exigem atendimento médico rápido.
Também é importante procurar ajuda imediatamente se houver piora acentuada de uma doença respiratória já conhecida ou dificuldade para falar frases completas por falta de ar. Nesses casos, permanecer exposto à fumaça pode agravar ainda mais o quadro.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









