Acordar de madrugada e ter dificuldade para voltar a dormir pode fazer parte da insônia, mesmo quando a pessoa adormece normalmente no início da noite. Despertares frequentes e acordar cedo demais são padrões comuns, especialmente com o avanço da idade, mas o problema merece atenção quando começa a prejudicar a disposição, a memória, a concentração ou a rotina durante o dia.
Por que algumas pessoas acordam e não conseguem dormir de novo?
O sono fica naturalmente mais leve em determinados momentos da noite, e pequenos estímulos podem facilitar um despertar. Barulho, luz, calor, preocupações, necessidade de urinar, dor, refluxo ou alterações respiratórias durante o sono estão entre os fatores que podem interromper o descanso.
Com a idade, também podem ocorrer mudanças no ritmo de sono e vigília e maior tendência a despertar mais cedo. Isso não significa, porém, que noites fragmentadas devam ser consideradas inevitáveis.

Acordar durante a noite também pode ser insônia?
Sim. A insônia não se limita à dificuldade para pegar no sono. Segundo o NHLBI, pessoas com esse problema podem acordar várias vezes durante a noite, permanecer acordadas por longos períodos ou despertar muito cedo pela manhã sem conseguir voltar a dormir.
O sono de má qualidade também pode deixar a pessoa cansada ao acordar e provocar sonolência, dificuldade de concentração, irritabilidade ou menor rendimento nas atividades cotidianas.
O que pode ajudar a manter o sono mais regular?
Alguns hábitos ajudam o organismo a manter um ciclo de sono e vigília mais previsível. Entre as medidas recomendadas estão:
- deitar e levantar em horários semelhantes todos os dias;
- manter o quarto escuro, silencioso e confortável;
- reduzir o uso de telas e outros estímulos perto da hora de dormir;
- evitar cafeína, nicotina e álcool próximo do horário de se deitar;
- manter uma rotina mais tranquila antes de dormir.
O NHLBI também recomenda horários regulares e um ambiente adequado para dormir como parte dos cuidados com a insônia. Veja ainda outras estratégias e possíveis causas de insônia.
Remédio para dormir deve ser a primeira opção?
Nem sempre. Quando os despertares se tornam frequentes, é importante tentar identificar o que está mantendo o problema. Estresse, hábitos de sono, medicamentos, dor, apneia do sono, síndrome das pernas inquietas e outras condições podem contribuir para noites interrompidas.
Por isso, não é recomendado começar ou aumentar por conta própria o uso de medicamentos ou substâncias para dormir. Dependendo da causa, mudanças comportamentais e tratamentos específicos podem ser mais adequados, e alguns remédios podem causar efeitos indesejados ou aumentar o risco de quedas, especialmente em pessoas mais velhas.

Quando vale procurar avaliação?
É indicado procurar um profissional quando os despertares acontecem repetidamente e começam a afetar energia, atenção, memória, humor ou capacidade de realizar as atividades do dia. Ronco intenso, pausas na respiração durante o sono, sensação de sufocamento, dor frequente ou necessidade de urinar várias vezes à noite também merecem ser relatados.
Investigar o padrão do sono e possíveis causas ajuda a escolher o tratamento adequado, em vez de apenas tentar provocar sono com medicamentos sem orientação.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









