A perda de olfato é comum durante resfriados porque a congestão e a inflamação dificultam a chegada dos odores à região do nariz responsável por detectá-los. Em algumas pessoas, porém, o cheiro continua reduzido ou ausente mesmo depois que o nariz desentope e os demais sintomas melhoram. Quando essa alteração persiste ou surge sem uma explicação clara, é importante conversar com um médico.
Por que o olfato pode diminuir durante um resfriado?
Para sentir um cheiro, as moléculas presentes no ar precisam chegar às células sensoriais localizadas na parte superior do nariz. Quando existe congestão, secreção ou inchaço da mucosa, essa passagem fica prejudicada e os odores podem ser percebidos com menos intensidade.
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders sobre alterações do olfato, resfriados, infecções dos seios da face e outras infecções das vias respiratórias superiores estão entre as causas comuns de redução ou perda do cheiro.

É normal o cheiro demorar mais para voltar?
Pode acontecer. Algumas pessoas recuperam o olfato conforme a infecção melhora, enquanto outras continuam com uma percepção reduzida por mais tempo. Também é possível que os cheiros retornem de forma diferente, situação em que aromas conhecidos passam a parecer estranhos ou desagradáveis.
A anosmia corresponde à perda do olfato, enquanto a redução da capacidade de perceber odores é chamada de hiposmia. Infecções respiratórias são causas frequentes dessas alterações, mas não são as únicas possíveis.
Que cuidados são importantes enquanto o olfato está reduzido?
O olfato também funciona como um sistema de alerta para perigos do dia a dia. Enquanto ele estiver prejudicado, alguns cuidados simples ajudam a reduzir riscos:
- manter detectores de fumaça funcionando corretamente;
- usar detector de gás quando houver aparelhos ou instalações que justifiquem esse cuidado;
- não depender somente do cheiro para saber se um alimento está estragado;
- conferir validade, conservação e aparência dos alimentos;
- pedir ajuda a outra pessoa quando houver dúvida sobre cheiro de fumaça, gás ou comida deteriorada.
Também não é indicado aumentar exageradamente a quantidade de sal ou açúcar apenas porque a comida parece ter perdido o sabor. Grande parte da percepção dos sabores depende do olfato, por isso os alimentos podem parecer mais sem graça enquanto esse sentido estiver reduzido.
Quando a perda de olfato merece investigação?
É indicado procurar avaliação quando o olfato não melhora depois da recuperação da infecção, piora progressivamente ou desaparece sem que exista resfriado, gripe ou congestão nasal que explique a alteração.
Também vale informar ao médico se existem outros sintomas, como:
- nariz constantemente obstruído;
- dor ou pressão persistente na face;
- sangramento ou secreção nasal incomum;
- alteração do olfato depois de uma pancada na cabeça;
- cheiros que passaram a parecer muito diferentes do normal;
- uso recente de medicamentos que coincidiu com o início do problema.
Existem várias possíveis causas para alterações persistentes do olfato, incluindo inflamações nasais, pólipos, traumatismos, exposição a determinadas substâncias e alguns medicamentos. Por isso, a avaliação procura identificar o que está interferindo nesse sentido antes de definir qualquer tratamento.

Qual médico pode investigar a perda de cheiro?
A avaliação pode começar com um clínico geral e, quando necessário, ser complementada por um otorrinolaringologista. O médico pode examinar nariz, garganta e outras estruturas, revisar o histórico de saúde e, dependendo do caso, realizar ou solicitar testes específicos do olfato e outros exames.
Mesmo que a perda tenha começado durante um resfriado, não é recomendado assumir indefinidamente que a infecção é a única explicação. Quando o sintoma persiste, uma avaliação adequada ajuda a identificar a causa e orientar os próximos cuidados.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









