Sentir o coração acelerar, bater mais forte, “falhar” ou dar a impressão de que pulou uma batida ao deitar pode ser uma palpitação ao deitar. Essas sensações podem acontecer mesmo durante o repouso e nem sempre indicam um problema cardíaco grave. Ainda assim, quando são frequentes, pioram ou aparecem junto de dor no peito, desmaio, falta de ar intensa ou tontura forte, precisam de avaliação.
Por que a palpitação pode aparecer justamente ao deitar?
Palpitações podem surgir tanto durante atividades quanto em repouso. Ao deitar, especialmente em um ambiente silencioso, algumas pessoas percebem com mais facilidade batidas que durante o dia poderiam passar despercebidas. A sensação pode ser de coração acelerado, pulsação forte, tremor no peito ou uma batida que parece ter sido “saltada”.
Segundo a Mayo Clinic sobre palpitações cardíacas, elas podem ocorrer em repouso e costumam ser descritas como batimentos rápidos, fortes, vibrantes ou irregulares.

Café, nicotina e estresse podem provocar palpitação?
Sim. Nem toda palpitação está relacionada a uma doença do coração. Alguns fatores podem aumentar a frequência cardíaca ou tornar os batimentos mais perceptíveis, principalmente quando aparecem próximos ao horário de dormir.
- consumo excessivo de cafeína;
- nicotina;
- estresse, ansiedade ou crises de pânico;
- exercício físico intenso;
- alguns medicamentos para gripe e resfriado que contêm estimulantes;
- alterações hormonais ou da tireoide.
Observar se os episódios aparecem após café, energéticos, cigarro ou algum medicamento pode fornecer informações úteis durante uma consulta. Porém, não é indicado interromper medicamentos prescritos por conta própria.
Quando episódios repetidos precisam ser investigados?
Palpitações ocasionais que duram apenas alguns segundos podem não representar um problema importante. Por outro lado, episódios que acontecem com frequência, ficam mais intensos ou duram mais tempo devem ser avaliados, principalmente em pessoas que já possuem alguma doença cardíaca.
Dependendo do quadro, o médico pode solicitar um eletrocardiograma ou monitorização do ritmo cardíaco, como o Holter, para verificar se os sintomas estão relacionados a alguma arritmia cardíaca.
Quais sinais junto da palpitação são de urgência?
Alguns sintomas associados podem indicar que o coração não está conseguindo manter uma circulação adequada ou que existe outra condição que precisa de atendimento imediato. Procure assistência de emergência quando a palpitação vier acompanhada de:
- dor ou desconforto no peito;
- desmaio ou perda de consciência;
- falta de ar intensa;
- tontura forte ou sensação de que vai desmaiar.
A Mayo Clinic recomenda atendimento de emergência quando palpitações aparecem com dor no peito, desmaio, falta de ar importante ou tontura intensa. Nesses casos, não é indicado esperar que o coração volte ao ritmo habitual para decidir procurar ajuda.

O que observar antes de conversar com o médico?
Anotar quando a palpitação começa, quanto tempo dura, o que estava fazendo no momento e se houve consumo recente de cafeína, nicotina ou medicamentos pode ajudar na investigação. Também é útil registrar sintomas associados, como falta de ar, fraqueza ou tontura.
Embora muitas palpitações cardíacas sejam benignas, somente a avaliação adequada permite diferenciar uma percepção aumentada dos batimentos de alterações do ritmo que precisam de acompanhamento ou tratamento.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









