Quando os dedos ficam brancos ou azulados ao entrar em um ambiente frio, segurar algo gelado ou enfrentar uma queda de temperatura, isso pode acontecer porque pequenos vasos sanguíneos se contraem de forma exagerada. Esse padrão é comum no fenômeno de Raynaud e pode vir acompanhado de frio, dormência, formigamento ou dor.
Por que os dedos mudam de cor no frio?
Quando o corpo sente frio, é normal que os vasos próximos à pele se estreitem para reduzir a perda de calor. No fenômeno de Raynaud, porém, essa resposta é mais intensa e diminui temporariamente a chegada de sangue aos dedos.
Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases, durante uma crise os dedos podem primeiro ficar pálidos ou brancos, depois azulados e, quando a circulação retorna, avermelhados. Nem todas as pessoas passam por todas essas fases.

O que pode acontecer quando os dedos começam a esquentar?
Conforme os vasos relaxam e o sangue volta a circular, os dedos no frio podem mudar novamente de cor. Nessa fase, algumas pessoas percebem vermelhidão, sensação de calor, formigamento, ardência ou latejamento.
As crises podem durar desde alguns minutos até períodos mais prolongados. Além dos dedos das mãos, o fenômeno de Raynaud também pode atingir os dedos dos pés e, com menos frequência, outras extremidades, como nariz e orelhas.
O frio é o único gatilho?
Não. Embora as baixas temperaturas sejam um dos gatilhos mais comuns, mudanças bruscas de temperatura e situações de estresse emocional também podem desencadear uma crise. Até retirar alimentos do congelador ou entrar em um ambiente com ar-condicionado pode ser suficiente para algumas pessoas.
Também existem formas diferentes de fenômeno de Raynaud. Na forma primária, não existe outra doença conhecida provocando o problema. Já a forma secundária pode estar associada a outras condições, especialmente algumas doenças autoimunes, e costuma exigir maior atenção.
Como aquecer as mãos durante uma crise?
Manter as mãos, os pés e o restante do corpo protegidos do frio ajuda a prevenir novas crises. Se a mudança de cor já começou, o NIAMS orienta levar a região para um ambiente aquecido e usar calor suave, como água morna, e não muito quente.
Algumas medidas úteis incluem:
- usar luvas em dias frios ou ao manusear produtos congelados;
- vestir roupas que mantenham também o tronco aquecido;
- evitar mudanças bruscas de temperatura sempre que possível;
- aquecer as mãos gradualmente durante uma crise;
- observar se determinados hábitos ou situações desencadeiam os episódios.
A pele também merece atenção, especialmente quando as crises são frequentes, pois pequenas rachaduras ou feridas precisam ser cuidadas adequadamente.

Quando a mudança de cor precisa ser investigada?
Crises leves e semelhantes nos dois lados podem ocorrer na forma primária do fenômeno de Raynaud. Entretanto, episódios que surgem recentemente, ficam cada vez mais intensos ou apresentam um padrão muito diferente entre as mãos merecem avaliação médica.
Também é importante procurar atendimento quando houver dor intensa, feridas nas pontas dos dedos, áreas que demoram muito para recuperar a cor ou sinais de lesão da pele. Esses achados podem indicar uma redução mais importante da circulação ou uma forma secundária do problema que precisa ser investigada.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.









