Para algumas pessoas com varizes, a escleroterapia com espuma oferece uma opção menos invasiva do que a cirurgia convencional. O procedimento é feito com a injeção de uma substância esclerosante dentro da veia e pode ser realizado de forma ambulatorial, sem cortes e geralmente sem necessidade de internação. A indicação, porém, depende do tipo de variz, do padrão de circulação nas pernas e dos riscos individuais.
Como a escleroterapia com espuma trata as varizes?
Na técnica, o medicamento esclerosante é transformado em espuma e injetado dentro da veia que será tratada. O contato com a parede do vaso provoca uma reação local que leva ao seu fechamento. Com o tempo, o sangue passa a circular por outras veias saudáveis e o vaso tratado tende a diminuir.
Em varizes maiores, o procedimento pode ser guiado por ultrassom para localizar a veia e acompanhar a aplicação. O NICE descreve a escleroterapia com espuma guiada por ultrassom como uma técnica que promove o fechamento da veia afetada, podendo exigir mais de uma sessão quando o tratamento não é completo na primeira aplicação.
Por que o procedimento pode aliviar peso, dor e inchaço?
Varizes surgem quando as válvulas das veias não conseguem manter adequadamente o fluxo do sangue em direção ao coração. Isso favorece acúmulo de sangue e aumento da pressão venosa, que podem provocar sensação de peso, dor, cansaço, coceira, cãibras e inchaço nas pernas.
Ao fechar veias com refluxo que estejam contribuindo para esses sintomas, o tratamento pode reduzir o desconforto em pacientes bem selecionados. O Tua Saúde explica como é feita a escleroterapia com espuma para varizes, destacando que ela costuma ser realizada em consultório e sem necessidade de internação.

Quem pode se beneficiar da escleroterapia com espuma?
A espuma não é automaticamente a melhor opção para toda pessoa com varizes. A indicação depende do calibre e da localização das veias, da presença de refluxo venoso, dos sintomas e de tratamentos anteriores. Em alguns casos, outras técnicas, como ablação por laser ou radiofrequência, podem ser mais adequadas.
Diretrizes do NICE para varizes com refluxo em veias principais colocam a ablação térmica como opção preferencial quando ela é adequada e consideram a escleroterapia com espuma guiada por ultrassom quando a ablação endovenosa térmica não é apropriada. Isso reforça por que a escolha precisa ser individualizada.
Quais riscos precisam ser avaliados antes do tratamento?
Apesar de ser menos invasiva do que uma cirurgia aberta, a escleroterapia não é isenta de efeitos adversos. Podem surgir ardência, vermelhidão, inchaço, manchas na pele e endurecimento da veia tratada. Complicações mais importantes são menos frequentes, mas incluem trombose venosa e outras reações relacionadas ao procedimento.
Por isso, antes da aplicação, o angiologista ou cirurgião vascular pode avaliar:
- histórico de trombose ou embolia;
- extensão e localização das varizes;
- presença de refluxo venoso ao ultrassom;
- doenças e medicamentos em uso;
- benefícios e riscos das outras opções de tratamento.

Por que o acompanhamento com angiologista faz diferença?
Tratar apenas a veia que aparece na pele sem entender como está a circulação pode não resolver o problema responsável pelas varizes. O exame clínico e, quando indicado, o ultrassom com Doppler ajudam a identificar quais veias apresentam refluxo e qual técnica oferece melhor relação entre benefício e risco.
A escleroterapia com espuma pode ser uma alternativa ambulatorial e sem cortes para determinados pacientes, mas não substitui uma avaliação vascular individualizada. Também é possível que novas varizes apareçam com o tempo, mesmo quando o vaso tratado permanece fechado.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação, diagnóstico ou indicação de tratamento por angiologista ou cirurgião vascular.









