Placas avermelhadas, inchadas e que coçam muito, surgem de repente e desaparecem em poucas horas sem deixar marcas podem ser compatíveis com urticária. As lesões podem mudar de lugar ao longo do dia e reaparecer em outras regiões do corpo. Embora alergias possam desencadear algumas crises, urticária nem sempre significa alergia alimentar.
Como são as placas típicas da urticária?
As lesões da urticária são chamadas de urticas ou vergões. Elas podem ser pequenas ou formar placas maiores, geralmente elevadas em relação à pele e acompanhadas de coceira intensa. Uma característica importante é que cada lesão costuma desaparecer rapidamente, muitas vezes em algumas horas, sem deixar cicatriz ou mancha persistente.
A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde descreve a urticária como um problema caracterizado por lesões avermelhadas e levemente inchadas que coçam muito, podem aparecer em qualquer área do corpo e desaparecem sem deixar marcas. Também é possível que novas lesões surjam em outros locais depois que as anteriores somem.

Nem sempre a causa é um alimento
É comum associar qualquer episódio de urticária a algo que foi comido recentemente, mas existem diversos outros possíveis gatilhos. Em alguns casos, nem mesmo é possível identificar uma causa específica.
Entre situações que podem desencadear ou acompanhar episódios estão:
- alguns medicamentos;
- determinados alimentos;
- infecções;
- picadas ou contato com algumas substâncias;
- frio, calor, pressão ou exposição ao sol;
- exercício e aumento da temperatura corporal.
Quando não existe um gatilho identificável, a urticária pode ser classificada como espontânea. Por isso, restringir vários alimentos por conta própria nem sempre resolve o problema e pode tornar a alimentação desnecessariamente limitada.
O que pode aliviar uma crise leve?
Em episódios leves, sem dificuldade para respirar ou inchaço importante, algumas medidas simples podem diminuir o desconforto. Uma compressa fria sobre a pele pode ajudar a aliviar temporariamente a coceira, assim como evitar banho muito quente, calor excessivo e roupas que aumentem o atrito sobre as lesões.
Se a pessoa já conhece um gatilho específico que costuma provocar as crises, evitar nova exposição pode ser útil. Também é possível conhecer melhor os sintomas e causas da urticária. Medicamentos para controlar a coceira podem ser indicados em alguns casos, mas o tratamento deve ser orientado de acordo com a situação individual.
Quando as placas precisam ser investigadas?
Vale procurar avaliação médica quando as crises se repetem frequentemente, persistem por semanas ou não apresentam um gatilho claro. A urticária é considerada crônica quando os sintomas permanecem ou se repetem por seis semanas ou mais, situação em que uma avaliação mais detalhada pode ser necessária.
Também merece atenção quando uma mesma lesão permanece no mesmo local por mais de um dia, deixa manchas ou hematomas, causa dor em vez de apenas coceira ou aparece junto com febre e mal-estar. Esses padrões podem indicar que é necessário investigar outras causas de lesões na pele.

Inchaço na boca ou falta de ar é sinal de emergência
Algumas reações podem vir acompanhadas de um inchaço mais profundo, chamado angioedema. Quando ele atinge determinadas regiões, existe risco de comprometimento das vias respiratórias.
Procure atendimento imediatamente se as placas vierem acompanhadas de inchaço dos lábios, língua, boca ou garganta, dificuldade para respirar, falar ou engolir, tontura intensa ou desmaio. Esses sintomas podem fazer parte de uma reação alérgica grave e não devem ser tratados apenas com medidas caseiras.
Observar por quanto tempo cada placa permanece, em quais situações as crises aparecem e quais medicamentos ou alimentos foram utilizados recentemente pode ajudar o profissional de saúde a entender melhor o quadro.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento orientado por um médico.








