O zumbido no silêncio pode parecer mais intenso na hora de dormir porque existem menos sons externos competindo com o apito, chiado ou zunido percebido no ouvido. Isso não significa necessariamente que o problema esteja piorando. Para algumas pessoas, utilizar um som ambiente baixo e manter uma rotina regular de sono ajuda a diminuir o incômodo. Entretanto, quando o zumbido é frequente ou prejudica o descanso, é importante investigar sua causa.
Por que o zumbido fica mais perceptível à noite?
Durante o dia, conversas, trânsito e outros barulhos podem tornar o zumbido menos perceptível. Quando o ambiente fica silencioso, a atenção se volta mais facilmente para esse som, que pode parecer mais alto mesmo sem ter aumentado de intensidade.
Segundo o Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação dos Estados Unidos (NIDCD), o zumbido é a percepção de um som sem uma fonte externa correspondente. Ele pode estar associado à perda auditiva, exposição a ruídos intensos, acúmulo de cera e outras alterações.

Como aliviar o zumbido na hora de dormir?
Algumas medidas podem diminuir o contraste entre o silêncio do quarto e o zumbido, facilitando o relaxamento e o início do sono:
- Utilize um som ambiente baixo: experimente um ventilador, sons de chuva ou música suave, sem aumentar excessivamente o volume;
- Mantenha horários regulares: procure dormir e acordar em horários semelhantes todos os dias;
- Prepare o ambiente: mantenha o quarto confortável, escuro e com poucos estímulos;
- Evite ruídos intensos: reduza o volume dos fones de ouvido e utilize proteção auditiva em ambientes muito barulhentos;
- Pratique atividades relaxantes: leitura tranquila e exercícios leves de respiração podem ajudar a preparar o corpo para descansar.
O som ambiente deve ser confortável e não precisa encobrir completamente o zumbido. Conheça também as possíveis causas de zumbido no ouvido.
O que uma revisão científica revela sobre a terapia sonora?
Segundo a revisão sistemática Sound therapy (using amplification devices and/or sound generators) for tinnitus, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews em 2018, dispositivos que produzem sons externos podem ser utilizados no manejo do zumbido. Entretanto, os pesquisadores encontraram evidências de baixa qualidade e não conseguiram demonstrar que essa abordagem é superior a outras estratégias avaliadas.
Isso significa que sons suaves podem proporcionar alívio para algumas pessoas, mas não representam uma cura comprovada. A escolha do tratamento depende das características do zumbido e da existência de alterações auditivas associadas.
Quais características do zumbido merecem atenção?
Observar como o sintoma se manifesta pode ajudar o médico a identificar possíveis causas e definir a necessidade de exames. Vale registrar:
- Frequência: se o zumbido aparece ocasionalmente ou está presente todos os dias;
- Localização: se ocorre em um ouvido, nos dois ou parece vir de dentro da cabeça;
- Tipo de som: se parece um apito, chiado ou pulsação acompanhando os batimentos cardíacos;
- Sintomas associados: presença de tontura, sensação de ouvido tampado ou dificuldade para ouvir;
- Impacto no sono: se dificulta adormecer ou provoca despertares frequentes.
Essas informações são úteis durante a consulta, mas não permitem identificar a causa do zumbido sem avaliação profissional.

Quando procurar atendimento médico?
O zumbido frequente, persistente ou que prejudica o sono merece avaliação com um otorrinolaringologista. O médico pode examinar os ouvidos e solicitar uma audiometria para investigar possíveis alterações da audição. Zumbido que pulsa no ritmo do coração também precisa ser avaliado.
Se o zumbido surgir acompanhado de perda súbita de audição ou vertigem intensa e repentina, procure atendimento de emergência imediatamente. A perda auditiva súbita pode exigir tratamento urgente, e não se deve esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.








