A apneia do sono pode fazer a respiração parar e recomeçar repetidamente durante a noite. Muitas vezes, quem percebe primeiro é outra pessoa, ao notar ronco alto, pausas na respiração, engasgos ou sensação de sufocamento durante o descanso.
Por que a respiração pausa
Na apneia obstrutiva do sono, a passagem de ar fica parcialmente ou totalmente bloqueada enquanto a pessoa dorme. Isso reduz a oxigenação por alguns instantes e pode fragmentar o sono várias vezes, mesmo sem a pessoa lembrar ao acordar.
Segundo o NHLBI, a apneia do sono pode causar respiração que para e recomeça, ronco alto frequente, engasgos, sono não reparador e sonolência durante o dia.

Sinais que merecem atenção
O padrão noturno costuma ser uma pista importante, principalmente quando os sintomas são relatados por quem divide o quarto. Observe se há:
- Ronco alto quase todas as noites;
- Pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
- Engasgos, sufocamento ou despertar assustado;
- Boca seca, dor de cabeça ou cansaço ao acordar;
- Sonolência, irritação ou dificuldade de concentração durante o dia.
Excesso de peso, aumento da circunferência do pescoço, álcool à noite, obstrução nasal e histórico familiar podem aumentar o risco. Mesmo assim, a apneia do sono também pode ocorrer em pessoas sem esses fatores.
O que diz um estudo científico
O efeito do tratamento com CPAP foi avaliado no ensaio clínico randomizado Effects of continuous positive airway pressure on fatigue and sleepiness in patients with obstructive sleep apnea: data from a randomized controlled trial, publicado na revista Sleep. O estudo comparou CPAP terapêutico com CPAP placebo em pessoas com apneia obstrutiva do sono.
Os resultados mostraram redução da fadiga e aumento de energia com o uso terapêutico, além de melhora da sonolência em participantes que já tinham sonolência excessiva no início. Isso reforça a importância de diagnosticar corretamente o problema e indicar o tratamento adequado.
Cuidados que podem ajudar
Enquanto a investigação é organizada, algumas medidas podem reduzir a piora dos sintomas em parte das pessoas, mas não substituem a avaliação:
- Dormir de lado, se o ronco piora de barriga para cima;
- Evitar álcool perto do horário de deitar;
- Reduzir sedativos apenas com orientação médica;
- Manter horários de sono mais regulares;
- Evitar dirigir se houver sonolência importante.
Também vale conhecer melhor a apneia do sono, porque o diagnóstico pode envolver avaliação clínica e exames do sono, como polissonografia ou testes domiciliares em casos selecionados.

Quando procurar avaliação
Procure avaliação médica se houver pausas frequentes na respiração, ronco alto com engasgos, sono não reparador ou sonolência importante durante o dia, especialmente ao dirigir, trabalhar com máquinas ou realizar tarefas que exigem atenção.
O atendimento deve ser mais rápido se houver falta de ar intensa à noite, dor no peito, desmaio, confusão, lábios arroxeados ou batimentos muito irregulares. Investigar cedo ajuda a reduzir riscos e melhorar a qualidade do sono.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









