No inverno, a queda das temperaturas, o ar mais seco e os ambientes fechados aumentam a circulação de vírus e favorecem gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. A alimentação entra como uma das defesas mais consistentes do organismo, já que nutrientes como vitamina C, zinco, selênio e probióticos participam diretamente da produção e da atividade das células de defesa. O efeito, porém, aparece quando esses alimentos fazem parte da rotina, e não apenas quando o corpo já dá sinais de que algo está errado.
Por que a imunidade cai mais no inverno?
As baixas temperaturas alteram o ritmo das mucosas do nariz e da garganta, deixando-as mais secas e menos eficientes para barrar vírus e bactérias. Ambientes fechados, com pouca ventilação, também facilitam a transmissão de agentes respiratórios entre as pessoas.
Somando-se a menor exposição solar, que reduz a produção de vitamina D, o organismo tende a enfrentar uma carga extra de desafios imunológicos justamente na estação em que a alimentação costuma ficar mais pesada e menos variada.
Como vitamina C, zinco e probióticos atuam nas defesas?
A vitamina C ajuda a proteger as células de defesa contra o estresse oxidativo e participa da integridade da pele e das mucosas, primeira barreira contra micro-organismos. Já o zinco é essencial para a maturação e a função dos linfócitos, células centrais na resposta imune.
Os probióticos do iogurte natural e de outros fermentados equilibram a microbiota intestinal, onde grande parte do sistema imunológico está concentrada. Somados, esses nutrientes formam uma base sólida para uma boa resposta imune, ao lado de outros alimentos que aumentam a imunidade ricos em antioxidantes.

Como um estudo científico confirma essa relação?
A ciência tem investigado a fundo o papel de micronutrientes no funcionamento das defesas do corpo, especialmente diante de vírus respiratórios. Segundo a revisão Zinc, Vitamin D and Vitamin C Perspectives for COVID-19, publicada na revista Frontiers in Immunology, o zinco e as vitaminas C e D atuam de forma sinérgica na manutenção das barreiras epiteliais, na atividade das células de defesa e na produção de anticorpos.
Os autores destacam que a deficiência desses nutrientes compromete a resposta imune e aumenta a vulnerabilidade a infecções respiratórias virais. O achado reforça que uma alimentação equilibrada, com fontes regulares desses micronutrientes, é uma estratégia consistente para reduzir riscos ao longo do inverno.
Quais alimentos ajudam a fortalecer as defesas?
Alguns grupos concentram nutrientes-chave para o sistema imunológico e podem ser incluídos com facilidade nas refeições diárias. O ideal é combinar diferentes fontes ao longo da semana para garantir variedade de vitaminas, minerais e compostos bioativos, como acontece em rotinas ricas em alimentos ricos em vitamina C e frutas de estação.
Entre os principais aliados estão:
- Frutas cítricas, como laranja, tangerina, limão, acerola e kiwi, ricas em vitamina C
- Alho e cebola, com compostos sulfurados de ação antimicrobiana e anti-inflamatória
- Gengibre, com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que apoiam o trato respiratório
- Iogurte natural e kefir, fontes de probióticos que fortalecem a microbiota intestinal
- Castanhas, nozes e sementes, ricas em zinco, selênio e vitamina E
- Vegetais alaranjados, como cenoura, abóbora e batata-doce, fontes de betacaroteno
- Folhas verde-escuras, como couve, espinafre e brócolis, com vitaminas do complexo B, ferro e antioxidantes
- Peixes gordos, como sardinha e salmão, fontes de vitamina D e ômega-3

Que hábitos potencializam o efeito da alimentação?
Nenhum alimento age sozinho na imunidade, e o efeito é sempre resultado de um conjunto de escolhas. Sono de qualidade, atividade física regular, controle do estresse, boa hidratação e vacinação em dia se somam à alimentação para reduzir a chance de infecções e apoiar a recuperação, valendo tanto para adultos quanto para quem busca aumentar a imunidade do bebê de forma segura.
Algumas medidas que reforçam esse cuidado são:
- Fazer refeições coloridas, com frutas, verduras e legumes variados em cada prato
- Reduzir ultraprocessados, açúcar em excesso e frituras, que favorecem processos inflamatórios
- Manter a hidratação com água, chás e caldos leves ao longo do dia
- Dormir de sete a nove horas por noite, com horários regulares
- Praticar atividade física com constância, respeitando os próprios limites
- Ventilar bem os ambientes, mesmo no frio, e lavar as mãos com frequência
- Manter a caderneta de vacinação atualizada, incluindo a vacina anual contra a gripe
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista. Diante de infecções respiratórias frequentes, sintomas persistentes ou dúvidas sobre suplementação, procure um profissional de saúde qualificado para orientação individualizada.









