A ashwagandha é um suplemento popular para estresse, sono e disposição, mas “natural” não significa livre de riscos. Em algumas pessoas, ela pode causar efeitos no fígado, interferir na tireoide e interagir com medicamentos, por isso o uso deve ser avaliado com cuidado.
O que é ashwagandha
A ashwagandha, ou Withania somnifera, é uma planta usada tradicionalmente na medicina ayurvédica. Hoje, aparece em cápsulas, extratos, gomas e fórmulas para relaxamento, ansiedade, foco ou energia.
O problema é que a dose, a concentração e a composição variam entre produtos. Isso torna os ashwagandha riscos mais importantes para quem já tem doença prévia, usa remédios contínuos ou combina vários suplementos ao mesmo tempo.

Riscos para o fígado
De acordo com o National Center for Complementary and Integrative Health, embora seja raro, há casos que relacionam suplementos com ashwagandha a lesão no fígado. Por isso, sintomas persistentes após iniciar o uso não devem ser ignorados.
- Pele ou olhos amarelados, sinal de icterícia;
- Urina escura ou fezes muito claras;
- Coceira intensa sem causa aparente;
- Náuseas, cansaço forte ou dor abdominal;
- Piora de exames do fígado, como TGO, TGP ou bilirrubina.
Estudo científico sobre ashwagandha e fígado
A preocupação com segurança cresceu porque relatos clínicos passaram a descrever lesões hepáticas após o uso do suplemento. Esses dados não significam que toda pessoa terá problema, mas mostram que o risco existe e precisa entrar na conversa antes do consumo.
Segundo a série de casos Ashwagandha-induced liver injury: A case series from Iceland and the US Drug-Induced Liver Injury Network, publicada na revista Liver International, cinco pacientes apresentaram lesão hepática atribuída a suplementos com ashwagandha, com icterícia, coceira e alterações laboratoriais, geralmente após semanas de uso.
Tireoide e remédios que exigem atenção
A ashwagandha pode afetar hormônios tireoidianos e, por isso, merece cuidado em pessoas com hipotireoidismo, hipertireoidismo, nódulos na tireoide ou uso de levotiroxina. Quem tem alteração nos exames deve conversar com o médico antes de iniciar o suplemento.
- Remédios para tireoide, como levotiroxina;
- Medicamentos para diabetes ou pressão alta;
- Sedativos, ansiolíticos ou remédios para dormir;
- Anticonvulsivantes;
- Imunossupressores, usados em algumas doenças autoimunes ou após transplantes.

Quem deve evitar ou conversar antes
Gestantes, pessoas que amamentam, indivíduos com doença no fígado, doenças autoimunes ou alterações na tireoide devem evitar a automedicação com ashwagandha. O mesmo vale para quem usa remédios contínuos ou já teve reação a suplementos.
Antes de tomar, vale conferir a dose, a procedência e a presença de outras plantas na fórmula. Saiba também para que serve e quais cuidados considerar no conteúdo sobre ashwagandha.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, nutricionista ou outro profissional de saúde qualificado.









