Unhas quebradiças, com estrias e descamação, nem sempre apontam só ressecamento, uso de esmalte ou trauma local. Em alguns casos, essa alteração acompanha mudanças no organismo, como deficiência de ferro, baixa ingestão de vitaminas e até anemia. Observar o padrão da unha, junto de outros sintomas, ajuda a diferenciar um desgaste externo de um sinal clínico que merece investigação.
Quando unhas frágeis deixam de ser só um problema estético?
As unhas são formadas por queratina e dependem de circulação adequada, aporte de proteínas e micronutrientes para crescer com resistência. Quando ficam finas, opacas, com sulcos ou se partem com facilidade, vale olhar além da cutícula e do removedor.
Anemia, carência de ferro, déficit de biotina, zinco, vitamina B12 e folato podem aparecer junto de cansaço, palidez, queda de cabelo e falta de ar aos esforços. Se as estrias surgem de forma persistente, em várias unhas, a pista costuma ser mais sistêmica do que local.
O que a pesquisa científica mostra sobre deficiência nutricional e unhas?
Uma pesquisa publicada em 2022 reuniu evidências sobre sinais cutâneos ligados a carências nutricionais e mostrou que anexos como as unhas podem refletir falta de micronutrientes. Em muitos quadros, a melhora ocorre após tratar a causa de base, como mostra esta revisão sobre manifestações nas unhas associadas a deficiências nutricionais.
Isso não significa que toda unha quebradiça tenha a mesma origem. O ponto central é outro: quando a alteração é persistente, difusa ou acompanhada de sintomas gerais, a avaliação clínica deixa de ser opcional e passa a orientar exames, reposição e acompanhamento.

Quais sinais podem sugerir deficiência de ferro ou anemia?
A deficiência de ferro costuma chamar atenção quando aparecem fraqueza, sonolência, palpitações, dor de cabeça e redução da tolerância ao esforço. Nas unhas, pode haver fragilidade, perda de brilho, estrias e, em casos prolongados, deformidades como aspecto em colher.
Além disso, no que causa unhas fracas há explicações úteis sobre a relação com carências nutricionais, tireoide e hábitos do dia a dia. Esse contexto ajuda a entender por que a anemia nem sempre aparece só no exame de sangue, mas também em sinais visíveis nas extremidades.
- Palidez na pele e nas mucosas
- Cansaço fora do habitual
- Queda de cabelo associada
- Falta de ar em esforços leves
- Unhas finas, quebradiças ou deformadas
Quais vitaminas mais influenciam a resistência das unhas?
As vitaminas participam da renovação celular e da formação de tecidos. Quando há ingestão insuficiente ou dificuldade de absorção, as unhas podem crescer mais lentas, frágeis ou com alterações na superfície.
- Biotina, ligada à estrutura da queratina
- Vitamina B12, importante para formação das células sanguíneas
- Folato, que atua na divisão celular
- Vitamina C, necessária para absorção de ferro
- Vitamina D e zinco, que também interferem na integridade dos tecidos
Nem sempre o problema está em uma vitamina isolada. Dietas muito restritivas, doenças intestinais, sangramento menstrual intenso e uso prolongado de alguns medicamentos podem alterar o equilíbrio nutricional e repercutir nas unhas.
Quando procurar avaliação médica e o que costuma ser investigado?
Se as unhas quebradiças persistem por semanas, pioram mesmo com cuidados locais ou surgem junto de fadiga e palidez, o ideal é buscar avaliação. O exame físico e a história clínica ajudam a separar trauma repetido, micose, dermatite, alterações da tireoide e causas metabólicas.
Entre os exames mais pedidos estão hemograma, ferritina, ferro sérico, vitamina B12 e folato. Esse raciocínio é importante porque unhas frágeis, estriadas e sem brilho podem funcionar como sinal periférico de desequilíbrios que afetam oxigenação, metabolismo e renovação tecidual.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.









