A relação entre magnésio pressão e potássio ganhou força com uma meta-análise publicada na revista Nutrients. O estudo sugere que esses minerais podem ajudar a reduzir discretamente a pressão sistólica, especialmente quando usados por mais tempo, mas não substituem mudanças no estilo de vida nem o tratamento indicado pelo médico.
Por que magnésio e potássio ajudam
O magnésio participa do relaxamento dos vasos sanguíneos e pode influenciar o equilíbrio do cálcio dentro das células musculares das artérias. Quando esse equilíbrio melhora, a resistência dos vasos tende a diminuir, favorecendo uma pressão mais controlada.
Já o potássio ajuda os rins a eliminarem mais sódio pela urina e reduz a retenção de líquidos. Por isso, alimentos como feijão, banana, abacate, batata, lentilha e folhas verdes costumam ser valorizados em estratégias alimentares para aumentar o potássio na dieta.
O que o estudo científico mostrou
Segundo a revisão sistemática e meta-análise de subgrupos Magnesium and Potassium Supplementation for Systolic Blood Pressure Reduction in the General Normotensive Population, publicada na revista Nutrients, os pesquisadores avaliaram ensaios clínicos randomizados e controlados por placebo sobre suplementação de magnésio e potássio na pressão sistólica.
O estudo observou que o magnésio reduziu a pressão sistólica em média em 2,79 mmHg, enquanto o potássio reduziu em 2,10 mmHg. Nas análises por subgrupo, os efeitos foram maiores com uso mais prolongado: acima de 3 meses para magnésio e acima de 1 mês para potássio.

Quais doses tiveram melhor resposta
Um ponto curioso da meta-análise é que doses menores, quando mantidas por mais tempo, pareceram ter melhor desempenho do que doses mais altas. Isso reforça que suplementação não deve ser feita no impulso, especialmente em pessoas que usam remédios ou têm doença renal.
- Magnésio até 360 mg por dia: redução média de 3,03 mmHg na pressão sistólica.
- Magnésio por mais de 3 meses: redução média de 4,31 mmHg.
- Potássio até 60 mmol por dia: redução média de 2,34 mmHg.
- Potássio por mais de 1 mês: redução média de 2,80 mmHg.
- Uso combinado: pode ser interessante, mas ainda precisa de estudos específicos para confirmar sinergia.
Quando faz sentido considerar
Para quem tem pressão levemente alta, valores próximos ao limite ou histórico familiar de hipertensão, corrigir baixos níveis de magnésio e potássio pode ser uma estratégia de apoio. Ainda assim, o primeiro passo costuma ser ajustar alimentação, reduzir sal, dormir melhor, praticar atividade física e controlar o peso.
- Priorizar alimentos naturais antes de pensar em cápsulas.
- Reduzir ultraprocessados ricos em sódio.
- Medir a pressão em casa com aparelho validado.
- Evitar suplementar potássio sem exames e orientação.
- Procurar avaliação se a pressão passar de 140 por 90 mmHg com frequência.

Cuidados antes de suplementar
A suplementação de magnésio pode causar diarreia, náuseas e queda excessiva da pressão em algumas pessoas. Já o potássio exige ainda mais cautela, pois níveis altos no sangue podem provocar alterações nos batimentos cardíacos, especialmente em quem tem doença renal.
Pessoas que usam diuréticos poupadores de potássio, inibidores da ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina ou remédios para pressão devem conversar com o médico antes de combinar suplementos. O efeito pode ser útil, mas deve ser seguro e individualizado.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um médico.









