A exposição solar regular é uma das formas mais eficientes de manter níveis adequados de vitamina D, um nutriente essencial para ossos, músculos e imunidade. No entanto, depois dos 60 anos, a pele perde parte da capacidade de produzir essa vitamina a partir da luz solar, o que torna o cuidado com a exposição ainda mais importante. Entenda a seguir quanto sol é realmente suficiente nessa fase da vida, como aproveitá-lo com segurança e quando vale a pena considerar suplementação.
Por que a pele madura produz menos vitamina D?
Com o envelhecimento, a quantidade de 7-deidrocolesterol presente na pele diminui, e essa é justamente a substância que se transforma em vitamina D3 quando recebe os raios ultravioleta B. Como resultado, uma mesma quantidade de sol gera menos vitamina D em idosos do que em adultos jovens.
Além disso, mudanças na pele, no fígado e nos rins reduzem a eficiência da ativação do nutriente. Por isso, a vitamina D precisa ser monitorada com mais atenção após os 60 anos, especialmente em pessoas que passam pouco tempo ao ar livre.
Quanto tempo de sol é necessário?
A recomendação geral para idosos é de 15 a 20 minutos de sol direto em braços e pernas, de 3 a 5 vezes por semana, preferencialmente fora dos horários de pico de calor. Esse tempo pode variar conforme o tom de pele, a estação do ano e a região do país.
Algumas orientações práticas incluem:

O importante é equilibrar o benefício da produção de vitamina D com a proteção contra envelhecimento precoce e câncer de pele.
O que um estudo científico mostra sobre sol e idosos?
O impacto do envelhecimento sobre a produção cutânea de vitamina D foi avaliado em estudos comparativos recentes. Segundo o estudo Vitamin D Synthesis Following a Single Bout of Sun Exposure in Older and Younger Men and Women, publicado em 2020 no periódico Nutrients e indexado no PubMed, a síntese cutânea de vitamina D3 diminui cerca de 13% por década com o avanço da idade.
O trabalho avaliou adultos jovens e idosos saudáveis após 30 minutos de exposição solar e concluiu que, apesar da redução natural com a idade, a luz solar continua sendo uma fonte significativa de vitamina D para idosos. Isso reforça a importância de manter a exposição regular, dentro de limites seguros, mesmo após os 60 anos.

Quem tem mais risco de deficiência?
Algumas situações comuns na terceira idade aumentam significativamente o risco de níveis baixos de vitamina D, mesmo em pessoas que tomam sol com frequência. Reconhecer esses fatores ajuda a entender quando vale a pena dosar a vitamina no sangue.
Entre os principais fatores de risco estão:
- Vida em ambientes fechados, com pouca exposição solar diária
- Uso constante de protetor solar em todas as áreas do corpo
- Pele negra ou muito pigmentada, que produz menos vitamina D para uma mesma exposição
- Obesidade, que sequestra a vitamina D no tecido adiposo
- Doenças intestinais, renais ou hepáticas, que afetam absorção ou ativação
- Uso prolongado de corticoides e anticonvulsivantes, que interferem no metabolismo
- Mobilidade reduzida e institucionalização, comuns em idosos frágeis
Quando a alimentação e os suplementos entram?
A alimentação pode ajudar a complementar os níveis de vitamina D, embora poucas opções sejam realmente ricas no nutriente. Peixes gordurosos como sardinha, salmão e atum, gema de ovo, fígado bovino, cogumelos expostos ao sol e alimentos fortificados estão entre as principais fontes.
Quando a exposição solar e a alimentação não são suficientes, o exame de sangue 25-hidroxivitamina D ajuda a identificar a deficiência. A partir daí, o médico avalia a necessidade de reposição de vitamina D com suplementos, ajustando dose e duração conforme cada caso. Idosos acima de 75 anos, pessoas com osteoporose e quem tem fatores de risco costumam se beneficiar de avaliação periódica, especialmente diante de sinais que indicam para que serve a vitamina D no organismo.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Antes de aumentar a exposição solar ou iniciar qualquer suplementação, procure um geriatra, clínico geral, dermatologista ou endocrinologista para orientação personalizada conforme idade, tipo de pele, condições de saúde e necessidades individuais.









