Frango, ovo e peixe figuram entre as fontes de proteína animal mais consumidas no Brasil e cumprem papel essencial na manutenção da massa muscular, da imunidade e do equilíbrio hormonal. Cada um deles oferece vantagens próprias em nutrientes, quantidade de gordura e praticidade no preparo. A pergunta sobre o “melhor” deles, porém, tem uma resposta menos óbvia do que parece, e a chave está na variedade do cardápio.
Por que a proteína é tão importante na rotina?
As proteínas participam da formação dos músculos, das enzimas, dos anticorpos e dos hormônios. Manter uma ingestão adequada é essencial para preservar a massa magra, controlar o apetite e favorecer a recuperação após esforços físicos ou doenças.
Frango, ovo e peixe são considerados fontes de proteínas de alto valor biológico, ou seja, fornecem todos os aminoácidos essenciais que o organismo não produz por conta própria.
Quais são as vantagens do frango?
O frango se destaca por ser uma carne magra, acessível e fácil de preparar. Em cortes como o peito sem pele, oferece cerca de 32 gramas de proteína a cada 100 gramas, com pouca gordura saturada, o que o torna uma boa opção para quem busca controle de peso ou ganho de massa muscular.
Além das proteínas, fornece vitaminas do complexo B, especialmente niacina e B6, além de minerais como selênio e fósforo. Por outro lado, perde para o peixe na quantidade de ômega-3.
Quais nutrientes o ovo oferece?
O ovo concentra muitos nutrientes em uma porção pequena. Um ovo cozido tem aproximadamente 6 a 7 gramas de proteína, distribuídas entre clara de ovo e gema, que reúne vitaminas A, D, E, ferro, colina e antioxidantes como luteína e zeaxantina.
Trata-se de uma opção prática, barata e versátil. Estudos recentes mostram que, em pessoas saudáveis, o consumo moderado não está associado ao aumento do risco cardiovascular, embora indivíduos com colesterol elevado devam seguir orientação nutricional personalizada.

Por que incluir peixe no cardápio?
O peixe é a fonte de proteína mais associada à proteção cardiovascular, sobretudo em variedades gordurosas como salmão, sardinha, atum e cavala. Esses peixes são ricos em ômega-3, gordura anti-inflamatória ligada à saúde do coração, do cérebro e da retina.
Além disso, oferece vitamina D, selênio e iodo, nutrientes importantes para os ossos, a tireoide e o sistema imunológico. Os benefícios de comer peixe aparecem com mais consistência quando o consumo ocorre pelo menos duas vezes por semana.
O que dizem as recomendações nutricionais?
Diretrizes internacionais reforçam que a qualidade da fonte de proteína importa mais do que a escolha de um único alimento. Segundo a declaração científica 2021 Dietary Guidance to Improve Cardiovascular Health, publicada na revista científica Circulation pela American Heart Association, um padrão alimentar saudável deve priorizar fontes proteicas variadas, com presença regular de peixes e frutos do mar, cortes magros de aves quando consumidas e proteínas vegetais como leguminosas e oleaginosas.
A revisão por pares destaca que a variedade favorece a oferta complementar de nutrientes e reduz o risco de doenças cardiovasculares quando comparada a padrões alimentares centrados em um único tipo de proteína.
Como combinar essas fontes na semana
Em vez de escolher um vencedor, o ideal é alternar as proteínas ao longo da semana, considerando preferências, disponibilidade e custo. A combinação garante diferentes nutrientes e evita a monotonia alimentar.
Sugestões práticas de distribuição:

O modo de preparo influencia tanto quanto a escolha do alimento. Frituras, empanados industrializados e molhos calóricos podem comprometer os benefícios nutricionais. Pessoas com condições específicas, como colesterol alto, doença renal, gota ou alergias alimentares, devem buscar avaliação com médico ou nutricionista para definir as quantidades e combinações mais adequadas ao seu perfil.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvidas ou sintomas, procure orientação médica.









