A dor de ouvido pode ter origens bastante distintas e nem sempre exige o mesmo tipo de cuidado. Quando o desconforto surge após o banho ou após nadar, geralmente está ligado à presença de água no canal auditivo e tende a passar logo após o ouvido secar. Já a dor causada por infecção é contínua, mais intensa, pode vir acompanhada de febre e secreção, exigindo avaliação médica. Saber distinguir cada situação é essencial para escolher a conduta correta e evitar complicações. Entenda as principais diferenças entre os dois quadros.
Como é a dor de ouvido causada por água?
A dor que surge após o contato com água costuma se manifestar como uma sensação de pressão, abafamento ou desconforto leve no ouvido. Ela aparece após banhos, mergulhos ou tempo prolongado em piscinas e tende a desaparecer assim que o canal auditivo seca por completo.
Esse incômodo geralmente é passageiro e responde bem a medidas simples, como inclinar a cabeça para o lado afetado e fazer movimentos suaves para drenar a água. Quando a sensação persiste por mais de algumas horas, pode evoluir para inflamação no canal auditivo, sendo importante observar os sintomas para identificar um possível ouvido inflamado.
O que caracteriza a dor de ouvido por infecção?
A dor causada por infecção, conhecida como otite, é mais intensa, contínua e pode piorar ao deitar ou puxar a orelha. Ela costuma vir acompanhada de febre, diminuição da audição, secreção amarelada e, em alguns casos, zumbido ou sensação de vertigem.
As infecções podem ser virais, bacterianas ou fúngicas, afetando o ouvido externo ou médio. O tratamento depende do agente causador e pode incluir analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, conforme detalhado no guia sobre tratamento para dor de ouvido, sempre com orientação médica.
Como diferenciar os dois tipos de dor?
Identificar a origem do desconforto é fundamental para saber se a situação pode ser resolvida em casa ou se exige avaliação especializada. Alguns sinais ajudam a distinguir os dois quadros de forma prática.
Confira as principais diferenças entre eles:

Crianças, banhistas frequentes e pessoas com acúmulo de cera têm maior risco de desenvolver infecções após o contato prolongado com água.
O que diz a ciência sobre infecção de ouvido por água?
A relação entre exposição à água e o surgimento de infecções no ouvido tem sido amplamente estudada pela medicina. Segundo o estudo Risk of otitis externa after swimming in recreational fresh water lakes containing Pseudomonas aeruginosa, publicado na base PubMed da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, nadar em águas recreativas aumentou em até 15 vezes o risco de desenvolver otite externa em comparação com pessoas que não nadaram.
Os pesquisadores destacaram que o risco cresce conforme o número de dias de exposição à água e que pessoas com histórico de problemas auditivos recorrentes têm chance ainda maior de complicações. A umidade persistente no canal auditivo favorece a proliferação de bactérias, justificando a importância de manter o ouvido seco após contato com a água.

Como aliviar e prevenir cada tipo de dor?
O cuidado correto varia conforme a causa, e algumas medidas práticas ajudam tanto no alívio quanto na prevenção. Identificar precocemente os sinais permite tomar a conduta adequada em cada situação.
Para a dor por água, incline a cabeça para o lado afetado, faça pequenos saltos, seque suavemente a orelha externa com uma toalha e evite usar cotonetes dentro do canal auditivo. Para a dor por infecção, procure um otorrinolaringologista imediatamente, pois o uso adequado de medicamentos é essencial. Como medida preventiva, seque bem os ouvidos após o banho, evite mergulhar em águas contaminadas, não introduza objetos no canal auditivo e proteja os ouvidos com tampões em piscinas se houver tendência a infecções recorrentes.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Em caso de dor de ouvido intensa, persistente, com febre ou secreção, consulte um médico de confiança.









