A hortelã está entre as plantas medicinais mais conhecidas do mundo e há séculos faz parte da rotina de quem busca alívio para desconfortos digestivos e um hálito mais fresco. Rica em mentol e óleos essenciais, ela atua relaxando a musculatura do trato digestivo, reduz sensação de inchaço e ainda combate as bactérias responsáveis pelo mau hálito. O chá é a forma mais simples e segura de aproveitar essas propriedades no dia a dia, especialmente após as refeições.
Quais são os principais benefícios da hortelã?
A hortelã pertence ao gênero Mentha e suas duas espécies mais utilizadas são a Mentha piperita (hortelã-pimenta) e a Mentha spicata (hortelã-verde). Ambas concentram compostos bioativos como mentol, carvona, flavonoides e ácido rosmarínico.
Esses componentes conferem à planta efeitos antiespasmódicos, antioxidantes e antimicrobianos, úteis para o sistema digestivo, respiratório e bucal. Quem deseja conhecer todos os usos da hortelã encontra ampla aplicação tanto no consumo culinário quanto medicinal.
Como a hortelã melhora a digestão?
O mentol presente nas folhas atua relaxando a musculatura lisa do intestino, reduzindo cólicas, gases e sensação de barriga inchada. A planta também estimula a produção de bile, o que ajuda na digestão de gorduras.
Esse efeito é especialmente útil após refeições mais pesadas e em casos de má digestão leve. Estudos clínicos indicam ainda benefícios em sintomas de hortelã-pimenta em quadros de síndrome do intestino irritável, sempre sob orientação médica.
Quais outros usos a hortelã tem no dia a dia?
Além do efeito digestivo, a hortelã se destaca em várias frentes do bem-estar. Os principais usos populares e respaldados pela literatura incluem:

Esses benefícios aparecem com o uso regular e em quantidades moderadas, tanto em forma de chá quanto em folhas frescas no preparo de pratos e bebidas.
Como preparar o chá de hortelã corretamente?
O preparo é simples, mas alguns cuidados ajudam a preservar os compostos ativos da planta. O ideal é aquecer cerca de 150 ml de água até começar a formar bolhas, sem deixar ferver intensamente, e então desligar o fogo.
Em seguida, adiciona-se uma colher de sobremesa de folhas frescas ou secas, tampa-se o recipiente e deixa-se em infusão por cinco a dez minutos. Após coar, o chá pode ser consumido morno, preferencialmente após as refeições, em até três xícaras por dia. O cuidado com o tempo de infusão evita que a bebida fique amarga e mantém os tipos de chá com seus princípios ativos preservados.

Existem contraindicações e cuidados no uso?
Embora seja considerada segura na alimentação, a hortelã exige atenção em situações específicas. Gestantes, lactantes e crianças menores de cinco anos devem evitar o consumo em grandes quantidades ou em forma de óleo essencial e cápsulas.
Pessoas com refluxo gastroesofágico, hérnia de hiato ou cálculos biliares também devem ter cuidado, pois a planta relaxa o esfíncter esofágico e pode agravar os sintomas. Em qualquer caso, o uso prolongado ou em concentrações elevadas merece avaliação profissional.
O que diz a ciência sobre os efeitos digestivos da hortelã?
A literatura científica reforça a tradição popular. Segundo a meta-análise The impact of peppermint oil on the irritable bowel syndrome, publicada no periódico científico BMC Complementary Medicine and Therapies, o óleo de hortelã-pimenta mostrou eficácia significativa no alívio dos sintomas globais da síndrome do intestino irritável e da dor abdominal em comparação ao placebo.
Os autores reuniram 12 ensaios clínicos randomizados, com 835 participantes, e concluíram que o composto atua de forma segura e eficaz a curto prazo. O resultado dá respaldo científico ao uso tradicional da planta no alívio de desconfortos digestivos, especialmente quando integrada a uma rotina alimentar equilibrada.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Em caso de sintomas ou dúvidas, consulte sempre um médico.









