A perda de densidade óssea não acontece de forma uniforme ao longo da vida. Existem dois períodos em que o esqueleto se torna especialmente vulnerável e o risco de osteoporose aumenta de forma significativa: os primeiros anos após a menopausa, nas mulheres, e a fase acima dos 70 anos, em ambos os sexos. Identificar esses momentos críticos é essencial para realizar exames de rastreamento e adotar estratégias preventivas antes que ocorram fraturas.
Por que o esqueleto perde densidade com o tempo?
Os ossos são tecidos vivos em constante renovação, em um equilíbrio entre formação e reabsorção. O pico de massa óssea acontece por volta dos 25 a 30 anos e, a partir daí, a reabsorção começa a superar lentamente a formação.
Fatores hormonais, nutricionais e genéticos influenciam diretamente esse processo. A queda do estrogênio nas mulheres e da testosterona nos homens, somada à redução da absorção de cálcio com o envelhecimento, acelera a fragilidade dos ossos e favorece a osteoporose.
Quais são as duas faixas etárias mais críticas?
Estudos endocrinológicos identificam dois períodos em que a perda óssea é mais acelerada e o risco de fraturas aumenta consideravelmente. Reconhecer essas fases ajuda a antecipar o cuidado.

Nessas duas fases, a fragilidade óssea pode evoluir silenciosamente, sem sintomas, até a ocorrência de uma fratura espontânea de vértebras, punho ou quadril.
O que mostra um estudo endocrinológico sobre o tema?
A relação entre alterações hormonais, envelhecimento e perda óssea é amplamente investigada pela endocrinologia. Segundo a revisão Postmenopausal Osteoporosis, publicada na revista The New England Journal of Medicine e indexada no PubMed, a perda de densidade óssea se intensifica nos cinco a dez anos seguintes à menopausa e volta a acelerar após os 70 anos, configurando dois picos distintos de risco para fraturas por fragilidade.
Os autores destacam que a combinação entre rastreamento por densitometria, suplementação adequada e tratamento medicamentoso, quando indicado, reduz de forma expressiva a incidência de fraturas e suas complicações.

Quais exames identificam a perda óssea?
O exame considerado padrão-ouro para avaliar a densidade óssea é a densitometria óssea, indicada de forma rotineira para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70, ou mais cedo na presença de fatores de risco.
Outros exames complementam a investigação e ajudam a orientar o tratamento, especialmente quando há suspeita de causas secundárias para a perda óssea:
- Dosagem sanguínea de cálcio, fósforo e vitamina D.
- Hemograma completo e função renal.
- Avaliação dos hormônios tireoidianos e paratormônio.
- Marcadores ósseos de formação e reabsorção, quando indicados pelo especialista.
Como prevenir a perda óssea nessas fases?
A prevenção da osteoporose começa muito antes das faixas etárias de maior risco e envolve hábitos que sustentam a saúde dos ossos ao longo da vida. Alimentação rica em cálcio e proteínas, exposição solar moderada e prática regular de exercícios de impacto e força são pilares fundamentais.
Após o diagnóstico de osteopenia ou osteoporose, o tratamento para osteoporose pode incluir suplementação, medicamentos específicos e adaptações no estilo de vida. Diante de fatores de risco ou histórico familiar, é fundamental procurar um endocrinologista, ortopedista ou ginecologista para avaliação individualizada e definição do melhor plano preventivo.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado.









