A osteoporose é uma doença silenciosa que reduz a densidade dos ossos e os deixa frágeis, aumentando o risco de fraturas mesmo com pequenos impactos. Surge principalmente após a menopausa, mas também atinge homens e pode passar despercebida por anos, até que uma queda banal ou um movimento simples revele que o esqueleto perdeu boa parte de sua resistência.
O que é a osteoporose?
A osteoporose é uma condição metabólica em que o tecido ósseo se torna poroso, fino e frágil. Isso acontece porque o organismo passa a reabsorver mais osso do que consegue formar, comprometendo a microarquitetura interna do esqueleto.
As regiões mais afetadas são a coluna vertebral, o colo do fêmur e o punho, locais onde as fraturas costumam ter maior impacto na mobilidade e na qualidade de vida.
Quais são as principais causas da osteoporose?
A causa mais frequente é a queda dos níveis de estrogênio após a menopausa, já que esse hormônio protege a massa óssea. Além disso, o envelhecimento natural reduz a capacidade do corpo de absorver cálcio e produzir vitamina D.
Outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença incluem:

Quais sintomas indicam a doença?
A osteoporose costuma ser silenciosa nas fases iniciais, e o primeiro sinal pode ser uma fratura espontânea. Conforme avança, alguns sintomas podem aparecer e merecem atenção:
- Dor crônica na coluna, principalmente na região lombar ou torácica.
- Diminuição da altura ao longo dos anos.
- Postura curvada, com cifose torácica acentuada.
- Fraturas por traumas mínimos, como quedas da própria altura.
- Rigidez e perda de força muscular associadas.
- Retração gengival, que pode indicar perda óssea generalizada.

O que a ciência mostra sobre o risco de fraturas?
A relação entre osteoporose e fraturas é amplamente documentada na literatura médica. A revisão sistemática com metanálise Predictors of osteoporotic fracture in postmenopausal women, publicada no Journal of Orthopaedic Surgery and Research, reuniu dezenas de estudos para identificar os principais fatores que aumentam o risco de fraturas por fragilidade.
Segundo o Predictors of osteoporotic fracture in postmenopausal women publicado no Journal of Orthopaedic Surgery and Research, idade avançada, baixa densidade mineral óssea, fraturas prévias, histórico de quedas e doenças como diabetes tipo 2 estão entre os preditores mais consistentes. A pesquisa estima que cerca de uma em cada três mulheres acima dos 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica ao longo da vida.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico depende da avaliação clínica e de exames específicos. A densitometria óssea é considerada o padrão-ouro, pois mede a densidade mineral em regiões críticas, como a coluna lombar e o fêmur, permitindo identificar a perda óssea antes do surgimento de fraturas.
Mulheres acima de 65 anos, homens acima de 70 e pessoas com fatores de risco devem realizar o exame periodicamente. Exames complementares de sangue ajudam a investigar causas secundárias, como deficiência de vitamina D, alterações da tireoide e desequilíbrios hormonais.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Procure um médico para realizar exames adequados, receber o diagnóstico correto e iniciar o tratamento mais indicado para o seu caso.








