O sinal de Frank é uma dobra diagonal no lóbulo da orelha que pode estar associada a maior risco de doença coronária silenciosa, especialmente em pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo ou histórico familiar. Ele não confirma infarto nem substitui exames, mas pode funcionar como uma pista visual para investigar melhor a saúde cardiovascular.
O que é o sinal de Frank
O sinal de Frank é uma prega que cruza o lóbulo da orelha em diagonal, geralmente partindo da região próxima ao tragus em direção à borda externa do lóbulo. Pode aparecer em uma ou nas duas orelhas e ser mais superficial ou profundo.
A hipótese é que essa dobra reflita alterações em fibras elásticas, microcirculação e envelhecimento vascular. Como os vasos do lóbulo são pequenos, mudanças locais poderiam acompanhar alterações semelhantes em artérias maiores, como as coronárias.
Por que ele pode indicar risco coronário
A doença arterial coronariana pode evoluir por anos sem sintomas evidentes. Em alguns casos, a primeira manifestação é dor no peito, falta de ar aos esforços, arritmia ou até infarto, por isso sinais físicos simples despertam interesse médico.
O sinal de Frank pode chamar atenção quando aparece junto com fatores de risco conhecidos. Os principais são:
- Pressão alta ou diabetes;
- Colesterol LDL elevado ou triglicerídeos altos;
- Tabagismo atual ou passado;
- Obesidade abdominal e sedentarismo;
- Histórico familiar de infarto precoce.

O que diz um estudo científico
Segundo o relato clínico Frank’s sign: a coronary artery disease predictor, publicado no BMJ Case Reports, a prega diagonal do lóbulo foi descrita como um possível marcador dermatológico de doença aterosclerótica. O artigo destaca que estudos populacionais já observaram associação entre o sinal, doença isquêmica do coração e infarto do miocárdio.
Esse tipo de evidência não prova que a dobra cause doença coronária, mas reforça sua utilidade como alerta clínico. O achado deve ser interpretado junto com idade, sintomas, exames e fatores de risco, nunca de forma isolada. O artigo pode ser consultado no PubMed.
Quando procurar avaliação médica
A presença da dobra no lóbulo não exige pânico, mas merece atenção se for profunda, bilateral ou surgir em alguém com fatores de risco cardiovascular. A avaliação pode incluir pressão arterial, glicemia, colesterol, eletrocardiograma e, em alguns casos, teste ergométrico ou exames de imagem.
Procure atendimento com prioridade se houver sintomas que possam sugerir problema no coração, como:
- Dor ou aperto no peito, principalmente aos esforços;
- Falta de ar sem explicação clara;
- Suor frio, náuseas ou tontura junto com dor torácica;
- Palpitações, desmaio ou fraqueza súbita;
- Cansaço incomum em atividades antes toleradas.

Como reduzir o risco no dia a dia
Mesmo quando o sinal de Frank está presente, o foco deve ser reduzir o risco cardiovascular real. Isso inclui controlar pressão, colesterol e glicose, parar de fumar, manter atividade física regular, melhorar o sono e adotar uma alimentação rica em fibras, vegetais e gorduras boas.
Também é importante conhecer sinais e medidas de prevenção da doença coronariana, principalmente para quem tem fatores de risco. A dobra no lóbulo pode ser uma pista, mas a decisão sobre exames e tratamento deve ser feita por um médico.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico, cardiologista ou outro profissional de saúde.









