A tendinite patelar é a inflamação do tendão que liga a patela à tíbia, estrutura responsável por transmitir a força do quadríceps e permitir movimentos como caminhar, correr, agachar e saltar. Conhecida como joelho de saltador, costuma surgir pela sobrecarga repetitiva da articulação e provoca dor logo abaixo da rótula, especialmente durante e após a prática esportiva. Reconhecer os sintomas no início é fundamental para evitar que a inflamação evolua para uma lesão crônica e comprometa a mobilidade do joelho.
Como a tendinite patelar afeta o joelho?
O tendão patelar suporta cargas elevadas a cada movimento de extensão do joelho, sobretudo em atividades de impacto. Quando essas cargas se tornam repetitivas, surgem microlesões nas fibras do tendão que evoluem para inflamação e dor.
Com o tempo, a sobrecarga contínua pode enfraquecer o tendão, reduzir a capacidade de absorver impactos e prejudicar movimentos simples, como subir escadas ou levantar de uma cadeira. Em casos graves, pode haver risco de ruptura.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sinais costumam surgir de forma gradual e piorar conforme a inflamação avança. Entre os sintomas mais frequentes observados na prática ortopédica, destacam-se:

Quais são as principais causas e fatores de risco?
A tendinite patelar é mais comum em atletas, mas também atinge pessoas sedentárias que sobrecarregam o joelho de forma inadequada. A condição pode ser confundida com outras lesões, como a condromalácia patelar, e por isso requer avaliação médica. Os principais fatores associados são:
- Esportes com saltos e desacelerações bruscas, como vôlei, basquete e futebol
- Aumento súbito da intensidade ou do volume de treinos
- Fraqueza ou encurtamento do quadríceps e dos isquiotibiais
- Sobrepeso e obesidade, que aumentam a carga sobre o tendão
- Treinos em superfícies duras e uso de calçados sem amortecimento

Como um estudo científico embasa o tratamento da tendinite patelar?
As condutas atuais para a tendinite patelar têm forte respaldo na literatura de medicina esportiva e fisioterapia. Uma revisão sistemática com metanálise em rede revisada por pares, intitulada Management of patellar tendinopathy, foi publicada no British Journal of Sports Medicine e analisou 37 ensaios clínicos randomizados sobre diferentes formas de tratamento.
Segundo o Management of patellar tendinopathy publicado no British Journal of Sports Medicine, o treinamento excêntrico, com ou sem terapias adicionais, deve permanecer como tratamento de primeira linha para todas as pessoas com tendinopatia patelar, dado seu benefício consistente sobre a dor e a função do joelho.
Como é feita a reabilitação?
O tratamento começa com repouso relativo, gelo e redução das atividades que provocam dor. A fisioterapia tem papel central, com exercícios de fortalecimento excêntrico, alongamentos e correção da biomecânica do movimento, semelhantes aos indicados em exercícios para tendinite.
O médico pode recomendar anti-inflamatórios para alívio dos sintomas e, em casos resistentes, opções como ondas de choque ou infiltrações. A persistência de dor no joelho ao dobrar exige avaliação ortopédica para evitar evolução para tendinose ou ruptura.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Em caso de sintomas ou dúvidas, consulte sempre um médico.









