O ferro é um mineral essencial para a produção de glóbulos vermelhos e o transporte de oxigênio para todas as células do corpo. Quando seus níveis estão baixos, o organismo emite uma série de sinais que vão muito além da palidez e do cansaço comumente associados à anemia. Reconhecer esses alertas precocemente pode ajudar a evitar complicações e iniciar o tratamento antes que a deficiência se agrave de forma silenciosa.
Quais sinais indicam falta de ferro no organismo?
Embora a fadiga seja o sintoma mais comum, a deficiência de ferro pode se manifestar de várias formas curiosas e pouco conhecidas. Veja os principais alertas que merecem atenção:
- Queda de cabelo intensa e cabelos enfraquecidos
- Unhas frágeis, finas ou em formato de colher (côncavas)
- Vontade incomum de comer gelo, terra ou outras substâncias não alimentares
- Falta de ar leve durante atividades simples
- Língua lisa, avermelhada ou inflamada
- Tonturas, palpitações e dificuldade de concentração
Por que aparecem unhas côncavas e desejo de comer gelo?
As unhas côncavas, conhecidas como coiloníquia, surgem porque a falta de ferro afeta a formação saudável das células das unhas, deixando-as frágeis e com o centro afundado. É um sinal clássico da deficiência crônica desse mineral.
Já o desejo intenso de mastigar gelo, chamado de pagofagia, é um tipo de pica relacionado à anemia ferropriva. Embora ainda não totalmente compreendido, esse comportamento costuma desaparecer após a reposição adequada do ferro.
O que diz o estudo científico sobre a deficiência de ferro
Pesquisas recentes têm reforçado a importância de identificar os sinais menos conhecidos da falta de ferro, já que muitas pessoas convivem com a deficiência sem saber. Os estudos mostram que sintomas sutis podem estar presentes mesmo antes do diagnóstico de anemia.
Segundo a revisão científica Deficiência de ferro em adultos: uma revisão, publicada na revista JAMA em 2025, a deficiência de ferro pode causar fadiga, queda de cabelo, alterações nas unhas, falta de ar, palpitações, comportamentos de pica e até dificuldades cognitivas, mesmo em pessoas sem anemia diagnosticada.

Quem está mais propenso à deficiência de ferro?
Algumas pessoas têm maior risco de desenvolver baixos níveis de ferro, seja por perdas sanguíneas, seja por problemas de absorção. Os grupos mais vulneráveis incluem:

Como repor o ferro e cuidar da saúde do sangue?
A reposição do ferro pode ser feita pela alimentação, com fontes como carnes vermelhas, fígado, ovos, feijão, lentilha, espinafre e beterraba. O consumo dessas fontes junto a alimentos ricos em vitamina C, como laranja e acerola, melhora a absorção do mineral. Em casos confirmados de deficiência, o médico pode indicar suplementos orais ou, em situações mais graves, aplicações intravenosas. O acompanhamento profissional é essencial para definir a dose correta e evitar efeitos adversos.
Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Em caso de sintomas persistentes ou suspeita de deficiência nutricional, consulte um profissional de saúde para um diagnóstico adequado.









