A dor no peito é um dos sintomas que mais levam pessoas ao pronto-socorro, mas nem sempre ela indica um problema no coração. Em muitos casos, a causa está ligada a uma crise de ansiedade, que provoca sensações físicas intensas e muito parecidas com as de um infarto. Saber reconhecer as diferenças entre essas duas situações pode ser decisivo para buscar ajuda no momento certo e evitar complicações graves.
O que acontece no corpo durante um infarto?
O infarto ocorre quando o fluxo de sangue que alimenta o coração é interrompido, geralmente por um bloqueio nas artérias causado pelo acúmulo de gordura. Sem receber oxigênio, parte do músculo cardíaco começa a sofrer danos que podem se tornar permanentes se não houver atendimento rápido.
A dor costuma surgir como uma pressão forte no peito, que pode se espalhar para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula e as costas. Outros sinais comuns incluem suor frio, falta de ar, tontura e enjoo. Fatores como hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo e tabagismo aumentam o risco de um evento cardíaco.
Sintomas de uma crise de ansiedade que imitam o infarto
Durante uma crise de ansiedade, o corpo entra em estado de alerta e libera substâncias como a adrenalina, o que acelera o coração e altera a respiração. Essa reação física intensa faz com que muitas pessoas acreditem estar sofrendo um ataque cardíaco. Os principais sintomas incluem:
- Palpitações ou sensação de que o coração vai sair do peito.
- Dor ou desconforto no peito, geralmente em forma de pontada.
- Falta de ar e sensação de sufocamento.
- Tremores, suor excessivo e calafrios.
- Formigamento nas mãos, nos dedos e no rosto.
- Medo intenso de morrer ou de perder o controle.

Revisão sistemática publicada no PubMed confirma a confusão entre dor cardíaca e ansiedade
A semelhança entre os sintomas dessas duas condições é amplamente reconhecida pela ciência. Segundo a revisão sistemática “Dor no peito, transtorno do pânico e doença arterial coronariana: uma revisão sistemática”, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e publicada no periódico CNS & Neurological Disorders – Drug Targets, mais de 20% dos pacientes que procuram emergências com dor no peito não apresentam problemas cardíacos, mas sim transtorno de pânico. O estudo destaca que sintomas como falta de ar, palpitações e dor torácica durante crises de ansiedade fazem com que pacientes e até profissionais de saúde confundam o quadro com uma síndrome coronariana.
Como diferenciar as duas situações?
Embora os sintomas se pareçam, existem sinais que ajudam a distinguir um infarto de uma crise de ansiedade. As principais diferenças envolvem:

Na dúvida, procure atendimento médico imediato
Mesmo conhecendo as diferenças, nunca é seguro fazer o diagnóstico por conta própria. Se houver qualquer dúvida sobre a origem da dor no peito, o mais importante é procurar um serviço de emergência. No caso de um infarto, cada minuto conta para evitar danos permanentes ao coração. Já as crises de ansiedade recorrentes também precisam de acompanhamento profissional para garantir qualidade de vida e evitar que o quadro se agrave.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui, em nenhuma hipótese, a consulta, o diagnóstico ou o tratamento de um profissional de saúde. Em caso de dor no peito ou qualquer sintoma preocupante, procure orientação médica imediata.









