A candidíase masculina é uma infecção oportunista causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans, um componente comum da microbiota humana que se torna patogênico sob condições de desequilíbrio. Embora frequentemente associada às mulheres, a condição afeta severamente os homens, manifestando-se como uma resposta inflamatória na região genital. Compreender os mecanismos biológicos e os fatores de risco é essencial para uma intervenção eficaz e para evitar a recorrência, garantindo a restauração da integridade dos tecidos de forma rápida e segura.
Quais são os principais sintomas no homem?
A manifestação clínica primária no homem é a balanite ou balanopostite candidiásica, caracterizada pela inflamação da glande e do prepúcio. Segundo a revisão “Candidiasis“, os sintomas incluem eritema (vermelhidão), prurido intenso e a formação de pápulas ou vesículas que podem evoluir para feridas superficiais.
Além do desconforto visual, o paciente pode apresentar edema local e uma secreção esbranquiçada com aspecto de nata. De acordo com o trabalho “Diagnosis and Management of Balanitis“, a dor e o ardor ao urinar são sintomas decorrentes da irritação da uretra distal e do tecido epitelial sensibilizado.
O que causa a candidíase masculina?
A infecção ocorre quando há uma ruptura na homeostase da pele genital, permitindo que o fungo mude sua forma de levedura para hifas invasivas. O estudo “Candida albicans pathogenicity mechanisms“, detalha como fatores como umidade excessiva e calor favorecem a expressão de proteínas de adesão que facilitam a invasão tecidual.
Abaixo, listamos os gatilhos biológicos e fatores de risco corroborados pela literatura médica:
- Imunossupressão: Condições que reduzem a resposta de células T facilitam a proliferação fúngica sistêmica ou local.
- Diabetes Mellitus: A hiperglicemia altera o pH da pele e fornece glicose, nutriente essencial para o crescimento da Candida.
- Uso de antibióticos: A eliminação da microbiota bacteriana competitiva permite o crescimento descontrolado de fungos.
- Fimose: A dificuldade de higienização do prepúcio cria um ambiente anaeróbio e úmido ideal para o patógeno.

Como o diagnóstico médico é realizado?
O diagnóstico de candidíase masculina é predominantemente clínico, baseado na inspeção visual das lesões e do histórico do paciente. O estudo “Vulvovaginal Candidiasis: A Current Understanding and Burning Questions“, destaca que o reconhecimento de placas esbranquiçadas e o padrão de inflamação são geralmente suficientes para fechar o diagnóstico no consultório.
Em casos de infecções recorrentes, o médico pode solicitar exames complementares para descartar resistência fúngica. O uso de hidróxido de potássio (KOH) a 10% em amostras de raspado cutâneo permite a visualização direta de hifas sob o microscópio, técnica considerada padrão-ouro para confirmação imediata em laboratórios de microbiologia.
Quais são as opções de tratamento disponíveis?
A terapia para candidíase no homem foca na eliminação da carga fúngica e na restauração da barreira cutânea. O uso de antifúngicos azólicos, como o clotrimazol ou miconazol tópico, apresenta altas taxas de cura em tratamentos de 7 a 14 dias.
Para garantir a eficácia do tratamento e evitar reinfecções, é necessário adotar medidas de suporte físico e higiênico:
Como prevenir novas crises de infecção?
A prevenção baseia-se na manutenção da acidez natural e do estado seco da pele genital, fatores que inibem naturalmente o crescimento de leveduras. A higienização pós-coito e a secagem rigorosa da glande após a micção são as barreiras comportamentais mais eficazes contra a colonização fúngica.
Além dos hábitos de higiene, o controle de comorbidades metabólicas é vital para evitar quadros crônicos. Conforme reforçado por protocolos da ANVISA, a redução da ingestão de açúcares refinados e a substituição de roupas íntimas de tecido sintético por algodão ajudam a manter a oxigenação e a temperatura ideal da genitália masculina.
Este conteúdo possui caráter meramente informativo e não substitui o diagnóstico profissional. Caso apresente sintomas de irritação, dor ou secreção genital, busque orientação médica profissional imediatamente para o diagnóstico e tratamento adequados.









