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Hipotireoidismo na gravidez: riscos, como identificar e como é o tratamento

O hipotireoidismo na gravidez quando não identificado e tratado pode trazer complicações para o bebê, isso porque o bebê necessita dos hormônios tireoidianos produzidos pela mãe para que consiga se desenvolver corretamente. Por isso, quando há pouca quantidade ou nenhuma de hormônios tireoidianos, como o T3 e o T4, pode haver aborto espontâneo, atraso no desenvolvimento mental e diminuição do quociente de inteligência, o QI.

Além disso, o hipotireoidismo pode diminuir as chances de engravidar porque altera os hormônios reprodutores da mulher, fazendo com que nem sempre ocorra ovulação e período fértil durante o ciclo menstrual. Por isso, é importante que as gestantes sejam acompanhadas pelo obstetra e sejam realizadas dosagens de TSH, T3 e T4 para identificar o hipotireoidismo e seja iniciado o tratamento caso haje necessidade.

Hipotireoidismo na gravidez: riscos, como identificar e como é o tratamento

Riscos para a mãe e o bebê

O hipotireoidismo na gravidez pode trazer complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, principalmente quando não é feito o diagnóstico e quando o tratamento não é iniciado ou realizado corretamente. O desenvolvimento do bebê é completamente dependente, principalmente nas primeiras 12 semanas de gravidez, dos hormônios tireoidianos produzidos pela mãe. Dessa forma, quando a mulher apresenta hipotireoidismo, há aumento do risco de consequências e complicações para o bebê, sendo as principais:

  • Alterações cardíacas;
  • Atraso no desenvolvimento mental;
  • Diminuição do quociente de inteligência, o QI;
  • Sofrimento fetal, que é uma situação rara caracterizada pela diminuição do fornecimento de oxigênio para o bebê, interferindo no crescimento e desenvolvimento do bebê;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Alteração da fala.

Além de ter riscos para o bebê, a mulher com hipotireoidismo não identificado ou tratado tem maior risco de desenvolver anemia, placenta prévia, de ter hemorragia após o parto, parto prematuro e de ter pré-eclâmpsia, que é uma condição que tende a começar a partir das 20 semanas de gestação e causa pressão alta na mãe, podendo afetar o funcionamento adequado dos órgãos e causar aborto ou parto prematuro. Veja mais sobre a pré-eclâmpsia e como tratar.

Hipotireoidismo pode dificultar a gravidez?

O hipotireoidismo pode dificultar a gravidez porque pode alterar o ciclo menstrual e influenciar na ovulação, podendo em alguns casos não não haver a liberação do óvulo. Isso ocorre porque os hormônios da tireoide têm influência na produção dos hormônios sexuais femininos, que são responsáveis pelo o ciclo menstrual e pela fertilidade da mulher.

Assim, para engravidar mesmo tendo hipotireoidismo, deve-se manter a doença bem controlada, fazendo exames de sangue para avaliar os níveis de hormônios e fazendo corretamente o tratamento recomendado pelo médico. 

Ao controlar a doença, os hormônios do sistema reprodutor também ficam mais controlados e, após cerca de 3 meses já é possível engravidar normalmente. No entanto, é preciso continuar fazendo exames de sangue regularmente, para avaliar a necessidade de ajustar os medicamentos e respectivas doses.

Além disso, para que a gravidez seja possível, é importante que a mulher verifique se o seu ciclo menstrual conseguiu ficar mais ou menos regular e, com a ajuda do ginecologista, identificar o período fértil, que corresponde ao período em que há maior probabilidade de gravidez. Saiba quando é o período fértil fazendo o teste a seguir:

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Como identificar

Na maior parte dos casos, as gestantes já têm hipotireoidismo antes da gravidez, mas os exames de pré-natal ajudam a detectar a doenças em mulheres que não apresentavam sintomas do problema.

Para diagnosticar a doença, deve-se fazer exames de sangue que avaliam a quantidade dos hormônios da tireoide no corpo, com TSH, T3, T4 e anticorpos tireoidianos e, nos casos positivos, deve-se repetir a análise a cada 4 ou 8 semanas durante toda a gestação para manter o controle da doença.

Como deve ser o tratamento

Se a mulher já tem hipotireoidismo e planeja engravidar, deve manter a doença bem controlada e fazer exames de sangue a cada 6 a 8 semanas desde o primeiro trimestre de gestação, sendo normal a dose do medicamento ser maior do que antes da gestação, devendo a mulher seguir as recomendações do obstetra ou do endocrinologista.

Quando a doença é descoberta durante a gravidez, o uso de medicamentos para reposição dos hormônios da tireoide deve começar logo que o problema seja identificado, devendo-se também refazer as análises a cada 6 ou 8 semanas para reajuste da dose.

Hipotireoidismo no pós-parto

Além do período de gestação, o hipotireoidismo também pode surgir no primeiro ano após o parto, especialmente após 3 ou 4 meses do nascimento do bebê. Isso ocorre devido a alterações no sistema imune da mulher, que passa a destruir as células da tireoide. Na maior parte dos casos, o problema é passageiro e se resolve até 1 ano de pós parto, mas algumas mulheres desenvolvem hipotireoidismo permanente, e todas passam a ter maiores chances de ter novamente o problema em uma futura gestação.

Assim, deve-se esta atenta aos sintomas da doença e fazer exames de sangue que avaliem o funcionamento da tireoide durante o primeiro ano depois do parto. Por isso, veja quais os sintomas de hipotireoidismo.

Assista ao vídeo a seguir para saber o que comer para prevenir problemas na tireoide:

Bibliografia >

  • ALELXANDER, Erik K. et al. 2017 Guidelines of the American Thyroid Association for the Diagnosis and Management of Thyroid Disease During Pregnancy and the Postpartum. Thyroid. Vol 27. 3 ed; 315-389, 2017
  • FERREIRA, Sabrina Maria S. et al. Iodine insufficiency in pregnant women from the State of São Paulo. Arq Bras Endocrinol Metab. Vol 58. 3 ed; 282-287, 2014
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Hipotireoidismo não tratado na gravidez pode acarretar retardo mental ao bebê. Disponível em: <https://www.sbemsp.org.br/para-o-publico/noticias/161-hipotireoidismo-nao-tratado-na-gravidez-pode-acarretar-retardo-mental-ao-bebe>. Acesso em 26 Fev 2020
  • Léa Maria Zanini Maciel Patrícia K. R. Magalhães. Tireóide e Gravidez. Arq Bras Endocrinol Metab. Vol.52. 7.ed; 1084-1095, 2008
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