Hemorragia menstrual é um sangramento menstrual anormal e excessivo, que geralmente dura mais de 7 dias e pode estar associada a sintomas como dor pélvica, inchaço abdominal e cansaço.
A hemorragia menstrual, chamada de menorragia, pode ser perigosa por provocar anemia devido à perda excessiva de ferro e, em alguns casos, pode indicar doenças ginecológicas mais graves, como câncer, por exemplo.
Leia também: Menorragia: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/menorragiaNa presença de sangramento menstrual em excesso, é importante consultar o ginecologista para identificar a causa da hemorragia e iniciar o tratamento mais adequado.
Sintomas da hemorragia menstrual
Os principais sintomas de hemorragia menstrual são:
- Perda de sangue anormal e abundante;
- Sangramento menstrual que dura mais de 7 dias;
- Dor pélvica;
- Presença de coágulos na menstruação;
- Inchaço abdominal;
- Cansaço fácil;
- Pode haver febre.
Além disso, como a perda de sangue é muito grande, ocorre a diminuição da quantidade de hemoglobina e de ferro, o que pode levar a anemia, com sintomas como tonturas, palidez, dor de cabeça, queda de cabelo e falta de apetite. Saiba reconhecer os sintomas de anemia.
Hemorragia menstrual é perigoso?
A hemorragia menstrual pode ser perigosa se for muito intensa ou durar muitos dias, já que pode causar perda de ferro suficiente para levar à anemia, deixando a pessoa cansada, fraca ou com tontura.
Além disso, em alguns casos, pode indicar problemas de saúde mais sérios, como alterações no útero ou, raramente, câncer, por isso é importante procurar avaliação médica.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico de hemorragia menstrual deve ser feito pelo ginecologista a partir da avaliação dos sintomas apresentados pela pessoa, assim como pela quantidade, duração e frequência do sangramento.
Marque uma avaliação com o ginecologista mais próximo da sua região:
Além disso, para identificar a causa da hemorragia menstrual, o médico pode indicar a realização de exames laboratoriais, como dosagem de progesterona, estrogênio e LH, exame de urina, coagulograma e hemograma.
O médico também pode solicitar exames de imagem, como ultrassom abdominal e transvaginal. Veja quais são os exames indicados pelo ginecologista.
Em casos específicos, especialmente se houver suspeita de alterações graves ou câncer, pode ser indicado a realização da biópsia do endométrio.
Leia também: Biópsia de colo do útero: o que é, como é feita e resultados tuasaude.com/biopsia-do-uteroPrincipais causas
As principais causas de hemorragia menstrual são:
- Modificações do útero, como mioma, pólipos, adenomiose e câncer;
- Alterações na coagulação sanguínea;
- Problemas hormonais, como hipotireoidismo, hipertireoidismo ou falta de ovulação;
- Infecção no útero, aparelho urinário ou bexiga;
- Uso de medicamentos, como como anticoagulantes ou anticoncepcionais hormonais;
- Gravidez ou aborto espontâneo.
Embora a hemorragia menstrual possa acontecer com qualquer mulher, é mais frequente em mulheres obesas, que estejam entrando na menopausa ou que tenham história na família de hemorragia menstrual.
Quando não é possível identificar a causa do sangramento intenso, a mulher pode ter hemorragia uterina disfuncional. Nesse caso, o revestimento do útero cresce de forma descontrolada, causando sangramento e aumentando o risco de câncer do endométrio. Entenda melhor o que é câncer do endométrio.
Tratamento para hemorragia menstrual
O tratamento para hemorragia menstrual depende da causa do sangramento excessivo, e pode incluir:
1. Remédio para hemorragia menstrual
Os remédio geralmente indicados são anti-inflamatórios, como o ibuprofeno ou naproxeno, que ajudam a reduzir a dor e o fluxo, antifibrinolíticos, como o ácido tranexâmico, para diminuir o sangramento.
Além de hormônios, como pílulas anticoncepcionais combinadas ou dispositivos intrauterinos com levonorgestrel, que regulam o ciclo menstrual e diminuem a quantidade de sangue perdida.
O uso de suplemento de ferro e ácido fólico também pode ser indicado para prevenir ou tratar a anemia causada pelo sangramento excessivo.
2. Tratamento cirúrgico
Quando o tratamento com remédio não é suficiente ou existe alguma alteração no útero, como miomas ou pólipos, pode ser necessária cirurgia, como a histeroscopia para remover pólipos ou miomas, ou ablação endometrial para destruir o revestimento uterino e reduzir o sangramento.
Em casos mais graves, quando os sintomas são muito intensos ou há risco de câncer, a histerectomia, que é a remoção do útero, é indicada. Conheça quando é indicada a histerectomia.
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